17/11/2016
Miúda vs. mulher
Uma miúda é alguém que tem o potencial para se tornar numa mulher. Não o é ainda, mas poderá vir a ser, se assim o desejar. É importante deixar claro que este contexto miúda vs. mulher não se encontra de maneira nenhuma relacionado com a idade, pois existem por aí muitas mulheres de 20 anos e muitas míudas de 40. A maturidade física não é aqui incluída, mas sim a emocional, a intelectual, a espiritual.
Uma miúda gira não passa de uma pessoa do s**o feminino que é considerada fisicamente atrativa. Ela ainda não amadureceu interiormente e, como tal, ainda é, na maioria das vezes, fútil, insegura, mimada, ingénua, submissa e com uma certa falta de consciência e sensibilidade perante a preciosidade da vida, perante o sofrimento do mundo, perante a magnificência do que é ser-se humano, e neste caso, mulher.
Uma miúda não sabe lidar com as adversidades da vida e, quando o precisa fazer, fá-lo à “peixeirada”, com as mãos nas ancas, aos gritos e berros, manifestando aos quatro cantos do mundo o quão a vida é injusta. Ela não sabe manusear a sua dor, muito menos a dos outros. Desconhece que o sofrimento pode ser uma excelente ferramenta de transformação, um instrumento capaz de a catapultar do estado de “miúda” para o estado de “mulher”, brindando-a com todas as maravilhas que essa condição tem para oferecer.
Mulher bonita
Uma mulher bonita é aquela que se deixou transformar pela vida e, principalmente, pelas tribulações que lhe são inerentes. É alguém que experienciou as profundezas do sofrimento e vulnerabilidade e tornou-se mais bonita por isso. Permitiu que as suas dores a moldassem, tornando-a numa mulher mais sábia, experiente, sensível, forte e, sem dúvida, bonita.
Uma mulher bonita mereceu a sua coroa e lugar no trono. E o caminho até lá não foi fácil, muito menos percorrido num tapete vermelho. Ela caiu no abismo e viu a sua escuridão. Ela sentiu a força tremenda do medo e uma desesperada vontade em sumir. Ela ruiu, mas volto a erguer-se. Ela regressou, com os joelhos esmurrados e lama na cara, mas com qualidades que até então nem sabia possuir.
Uma mulher bonita é…
1.Elegante, apresentando uma graciosidade que se expressa inclusivamente nos momentos mais desafiantes. Ela pode sentir-se extremamente vulnerável e até mesmo furiosa, mas não perde nunca a postura.
2.Corajosa, pois aprendeu a transcender o medo e a agir de acordo com aquilo em que acredita, mesmo que isso implique percorrer caminho sozinha.
3.Serena, tendo encontrado a sua paz, não fora, mas dentro de si mesma.
4.Magnética, irradiando um brilho único, uma energia cativante e encantadora, incapaz de passar despercebida.
5.Íntegra, agindo sempre com honestidade, assertividade, senso de justiça e de acordo com os seus princípios morais.
6.Sensível, expressando uma franca compaixão pela dor alheia.
feliz, não porque o mundo se tenha moldado a ela, ou às suas necessidades e caprichos, mas porque ela se moldou ao mundo, aprendendo a fluir pela misteriosa perfeição da vida.
Acredito que a verdadeira beleza provenha, não de linhas estéticas que se manifestem numa certa imagem, mas sim de uma energia interior que é esculpida pela própria existência, pelo dia-a-dia e seus desafios e, principalmente, pela maneira como decidimos lidar com eles. Esta energia potencial, existe dentro de cada uma de nós, esperando ser despertada pelo desejo de nos querermos tornar numa autêntica mulher.
As miúdas giras não são necessariamente mulheres bonitas, mas podem vir a ser, se assim o desejarem. E quando essa transformação ocorre, milagres acontecem.
Fonte: http://misskale.pt/o-que-distingue-uma-miuda-gira-de-uma-mulher-bonita/