23/04/2026
💙⚔️ 23/4 é dia de Ogum.
E de São Jorge na igreja católica.
Ogum é Ogum.
São Jorge é São Jorge.
Ogum não é São Jorge.
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Aqui na página, muita gente entra perguntando se tem São Jorge.
E a resposta é direta:
não trabalho com imagem de santo católico.
Aí vem:
“ah, mas é Ogum…”
Não.
Não é Ogum.
E isso não é detalhe.
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Uma coisa é um cavaleiro europeu, branco, montado em um cavalo, dentro da tradição cristã.
Outra coisa é um Orixá africano, do povo iorubá, ligado ao ferro, ao trabalho, à tecnologia e à abertura dos caminhos.
São imagens diferentes.
Origens diferentes.
Fundamentos diferentes.
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Quando se diz que é a mesma coisa, o que acontece não é aproximação.
É apagamento.
Apagamento histórico.
E, sim, embranquecimento de uma religião de matriz africana.
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O sincretismo existe.
Mas ele não surgiu porque eram iguais.
Surgiu porque os cultos africanos foram proibidos.
Foi uma estratégia de preservação.
Uma forma de continuar existindo mesmo sob repressão.
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Hoje, repetir essa associação sem entender esse contexto
não preserva.
Distorce.
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E falar sobre isso não é desrespeitar outra religião.
É respeitar a própria origem.
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Quem é de Ogum…
sabe.
Comenta:
EU SOU DELE.
OGUNHÊ ⚔️
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Contexto cultural
A associação entre Ogum e São Jorge surgiu no Brasil colonial como estratégia de resistência religiosa, permitindo que africanos escravizados mantivessem seus cultos diante da proibição.
Apesar dessa correspondência simbólica, tratam-se de figuras distintas, pertencentes a sistemas religiosos diferentes, com origens e fundamentos próprios.
Reconhecer essa diferença é preservar a história e a identidade das religiões de matriz africana.
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