30/12/2025
Vilmar Oliveira Jequitinhonha
Caro Jô,
Como bem diz o ditado, o que se planta, se colhe. Há décadas, algumas lideranças no Vale do Jequitinhonha vêm cultivando a divisão, seja por desconhecimento ou por desconsideração ao profundo conceito de território cultural — essa teia viva de histórias, saberes e identidade que nos une. Nós, que somos do Vale e moramos fora dele, amamos o Vale e por ele lutamos com dedicação. É paradoxal, porém, que dentro do próprio movimento sejamos, por vezes, desprezados por aqueles que deveriam congregar forças. Ignora-se a experiência prática e o conhecimento arraigado que temos para contribuir em discussões decisivas sobre nosso próprio chão.
Sempre afirmei: nossos verdadeiros inimigos estão fora, nas estruturas que perpetuam a desigualdade e a invisibilidade. No entanto, parte do movimento insiste em criar antagonismos internos, gastando energia com conflitos ilusórios enquanto os desafios reais seguem intocados.
E se ficarmos esperando por uma união perfeita e total, nunca chegaremos a lugar algum — muito menos teremos eleições. A força política se constrói na capacidade de convergir, mesmo na diversidade, em torno de objetivos comuns. É hora de priorizar o que nos une, valorizar cada voz da base e transformar nosso amor pelo Vale em um projeto coletivo, pragmático e vitorioso. Espero que o vencedor das eleições estenda a mão para os vencidos e construa uma Fecaje inclusiva.
Seguimos na luta, pois ela é maior que quaisquer divergências.
Um abraço,
Vilmar Oliveira. como fechou os comentários tomei a liberdade de postar aqui.