23/03/2026
Hoje posso-vos contar mais uma das mil e uma peripécias desta campanha e desta coleção.
Voltamos a 2023, também numa campanha de primavera, quando infelizmente, a minha fotógrafa, a Joana, não podia fotografar e eu tive de arranjar uma solução à última da hora.
Na altura, como não percebia muito de fotografia, achei que era imprescindível um fotografo profissional. Acreditem… foi uma das piores decisões que já tomei! Foi uma experiência tão má ao ponto de achar que “pior que isto impossível”!
Lembro-me perfeitamente desse dia.
Se havia um momento em que tudo podia correr mal… foi aquele.
Cheguei a casa a chorar.
No dia seguinte, pedi ao Tiago para ir comigo outra vez para Lisboa para fotografarmos tudo de novo.
Com o que eu sabia na altura, com o que fazia sentido, mas com uma coisa muito clara na minha cabeça: queria fotografias naturais! Sem filtros.
Porque, para mim, o objetivo de uma campanha de roupa é simples: as peças têm de se ver bem, as pessoas têm de perceber como assentam no corpo e perceber a qualidade dos tecidos - que acreditem, não é nada fácil mostrar a qualidade dos tecidos.
Eu sei que, fotografias com storytelling, com magia e pirlimpimpim são lindas.
Mas o meu foco sempre foi este - fotografias simples!
E como a vida é: vivendo, aprendendo, este ano aconteceu algo parecido e, infelizmente, a minha fotógrafa não podia estar presente.
Desta vez fiz diferente. Resolvi ser logo eu a fotografar.
Pedi ajuda ao Tiago, voltei a um sítio onde já tinha fotografado antes, onde já conhecia os ângulos, a luz, o comportamento do sol. Sabia exatamente a que horas tinha de fotografar para que a roupa ficasse o mais fiel possível à realidade e assim evitava a possibilidade de haver “erros”.
A verdade é que também a campanha tinha mesmo de acontecer porque, dias depois havia a possibilidade de a roupa já não me servir tão bem porque, para quem não sabe, eu já estava com umas boas semanas de gravidez!
- continua nos comentários 👇🏻