09/02/2026
Mary Mwangi, costureira no Quénia, retomou o tricô em 2017 enquanto fazia tratamento contra o cancro. Depois de enfrentar cancro na coluna e, em 2018, cancro da mama em estágio avançado — que levou a uma mastectomia, dificuldades financeiras e estigma social — decidiu transformar o tricô numa forma de apoio a outras sobreviventes.
Ela passou a produzir próteses mamárias de algodão, mais acessíveis que as de silicone, ajudando mulheres que não têm condições de comprar alternativas caras. Desde então, já vendeu cerca de 600 próteses e centenas de gorros para pacientes com cancro, reconstruindo o seu negócio e apoiando sobreviventes.
Mwangi também lidera um grupo de apoio e ensina tricô a outras mulheres, incluindo sobreviventes de cancro e pessoas com outras doenças, oferecendo uma fonte de rendimento e reforçando a autoestima. Especialistas destacam que, além do benefício físico, estas iniciativas ajudam na recuperação psicológica. Apesar de limitações financeiras e de espaço, Mwangi sonha em formar mais sobreviventes em todo o país, para que possam sustentar-se através do tricô.