Um sonho que começou criança quando ganhei dos meus pais uma linda maquininha de costura. Não creio que naquele momentos eles sabiam que a moda e o "faça você mesmo" seriam o caminho que eu trilharia. Mas eu amei aquela maquininha de costura e com ela eu vesti todas as minhas barbies, aprendi que dava para unir pedaços pequenos e fazer um grande. Seguindo o rumo, anos depois ganhei uma maquininha
de tricô. e fiz mais cachecóis que podia usar, de todos os tamanhos e cores. A ideia era sempre me divertir. Anos se passaram e no teatro a moda invadiu novamente e comecei a fazer / customizar meus figurinos, ainda sem saber o que estava fazendo descobri que com um retângulo de tecido eu podia moldá-lo em meu corpo e ele mesmo me "diria" onde costurar, mais tarde eu saberia que isso se chama moulage e é uma delícia de se fazer. A faculdade me mostrou o caminho mais curto, uma metodologia, me distanciei da tentativa e erro e me aprofundei no estudo da forma, no comportamento dos tecidos, no cheiro que ele têm quando queimados, na construção da trama, na história por trás das fibras e qual o comportamento delas diante de corantes. A acadêmia me ensinou a ver, sentir e ouvir os tecidos. Me ensinou a dar voz a eles. E também a imprimir a minha voz, a minha identidade criativa. Para mim, costurar é realizar sonhos, ampliar o horizonte e pensar fora da caixa. A realização de um sonho é também o começo de outro. Meu ateliê é meu local dos sonhos. Lá eu posso fazer tudo que eu imaginar, assim como quando eu era apenas uma criança brincando de costurar. Obrigada!