09/09/2021
Atravessamos um ano em quarentena, e seguimos… Um cansaço muito grande se abateu sobre nós. Não era mais possível seguir da mesma forma: faltou energia para pensar no que comer, fazer e alimentar; faltou energia para a arrumação, manutenção e limpeza da casa; faltou energia para nos desdobrar na rotina para manter de alguma forma, muitas vezes maluca, toda a dedicação que o trabalho exige e merece. E então nos vimos (um pai e uma mãe muito cansados) e sem rede de apoio. Não porque nossa rede não exista ou não se interesse, mas proteger os nossos exige sacrifícios, e esse foi um deles. Talvez, para pais e mães, esse seja o maior peso da Quarentena, a falta da Rede de Apoio. No dia que nos faltou forças para cuidar das crianças, respiramos fundo e fomos atrás de socorro. Esse socorro veio, brincaram com as crianças, tal qual elas merecem, fizeram sopinha para os pais, tal qual nós merecemos. Aos pouquinhos fomos nos reestruturando, mas foi necessário nos reinventar. E seguimos ainda tateando esse novo caminho, tentando cobrar menos de nós mesmos, acolher mais nossas frustrações, aquilo que não damos conta, e dizer todos os dias, repetidamente, Está tudo bem! O essencial segue bem, e é isso que importa.
*Na foto, mal focada, uma tenda de tecidos coloridos improvisados funcionam de Teatro de Títeres, a atriz Madá, irmã mais velha e mais amorosa impossível. Na platéia, o pequeno Hugo que não cansa de se encantar (principalmente com a irmã).
**Registros de junho de 2021