23/08/2022
Para a maioria da população, infelizmente, autoconhecimento é “luxo” — afinal, quem tem tempo para pausar, se analisar, entender sentimentos, emoções e ter espaço para perceber, por exemplo, como questões estruturais impactam nas nossas angústias e sofrimentos?
É preciso pensar como questões, culturais, sociais (raça, classe, genero), econômicas influenciam. Já que elas estruturam a sociedade que vivemos e são parte da construção da nossa subjetividade.
Nesse sentido a democratização de acesso a práticas de autocuidado, não só como o Yoga/meditação é mais que urgente!
Por exemplo, uma mulher que passou a vida sendo ensinada a ficar insatisfeita com seu corpo, com a sua existência, a buscar se encaixar em papeis idealizados pra ela. É importante termos o patriarcado/machismo dentro dessa reflexão, trazendo consciência da raiz do problema, que não está SÓ na mana e nas inseguranças criadas e alimentadas por ela.
Caso contrário corremos o risco de desconectados, nos culparmos individualmente pela nossa saúde mental e até mesmo física abalada, trazendo tudo para o campo do indivíduo num fardo pesado de carregar e lidar sozinhos.
Responsabilidade é importante mas o que a gente vê é a narrativa de colocar ela toda sobre o indivíduo.
A gente quer aprender, nos conhecer, lidar com nosso caos, claro! Mas tb olhar pra essas dinâmicas e o quanto elas podem nos afastar de uma percepção mais crítica e desconexão da realidade pessoal e coletiva, nos afastando da nossa humanidade e capacidade de construir uma vida massa pra gente e pro mundo.
As mudanças nem sempre estão só na gente, tem muito mais nessa equação do que força de vontade e mérito.
Espero que vc consiga acalmar o coração e revisar as cargas que está carregando.
O Yoga é revolucionário e emancipador, sem perder o afeto e o amor. ❤️🔥