09/12/2025
[Alerta textão!] - hoje apresentei os resultados de um projeto que gerencio e não posso deixar de comentar sobre um fato: 80% do público eram homens. Um público majoritariamente masculino de uma empresa do ramo offshore predominantemente masculino. Eu, mulher, gerente de TI, setor também masculino em maioria.
Se me senti intimidada? Bom, competência pra isso me transborda. Não fiz nada sozinha, mas o mérito grita pelos meus poros apesar das tentativas, da misoginia disfarçada, de me calar. Meu trabalho é invisível para muitos por conta da ignorância quanto ao tema, tecnologia tem disso, tudo bem. Só que essa invisibilidade é agravada constantemente com atos de apagamento, anulação, descredibilização simplesmente por ser uma mulher ocupando espaços de relevância.
Não posso generalizar. Seria injusto com a plateia de hoje, mas os olhares estavam lá, atentos, esperando um mínimo erro. Nas conversas paralelas, a assertividade feminina sendo taxada como desequilíbrio, clichê!
Mesmo com toda eficiência comprovada, sei que quanto mais alto eu for, mais incomodarei, não só pela minha competência, mas por ela ser feminina. Feminina não pelo artigo que define o gênero da palavra competência, mas pelo de quem ela adjetiva.
Por isso, você, mulher, não se intimide, apenas siga! Gostem eles ou não, ocupem os espaços. Avante!