28/06/2021
Eu sou Bruno Santana.
Sou mestre em Design, pesquisador da memória gráfica do movimento LGBTQIA+, professor, e trabalho com produção de conteúdo para meios digitais.
Vocês sabiam que a bandeira do Orgulho é um projeto de Design! Foi criada por Gilbert Baker, designer americano, que nos anos 70 figurava pela cena gay de São Francisco, na Califórnia. Muito estimado pelas Drag queens da costa oeste americana.
O movimento gay da época precisava recriar um símbolo, depois de várias tentativas de ressignificar a Rosawinkel, um triângulo cor de rosa invertido utilizado pelos nazistas para identificar g**s e lésbicas durante o holocausto. Era necessário se libertar dessa mácula e colocar seus próprios ideais numa criação original.
Então, em 1978, a pedido da organização da Parada do Orgulho de São Francisco, na Califórnia, Baker resolveu criar uma bandeira.
Baker inicialmente criou bandeira com oito listras coloridas horizontais. Cada cor representava um conceito: O rosa choque representava a sexualidade, o vermelho a vida, o laranja a cura, o amarelo o sol, o verde para a natureza, turquesa para a arte, índigo para a harmonia e o violeta representava a espiritualidade. Com a ajuda de voluntários, tingiram e costuraram as bandeiras para a parada daquele ano.
A demanda foi tão grande, que no ano seguinte uma indústria de bandeiras precisou assumir a fabricação. Antes da produção comercial começar, a indisponibilidade de materiais e os custos causaram uma alteração no design. As listras rosa choque e turquesa foram eliminadas, e o índigo foi substituído pelo azul, produzindo-a da forma que é usada hoje.
Em 1986, a bandeira do arco-íris foi reconhecida como uma bandeira oficial pela International Flag Association (Associação Internacional de Bandeiras).