02/03/2022
Hoje, a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, o dia em que nós nos penitenciamos para dar início a essa nossa caminhada quaresmal. Todos nós buscamos algum reconhecimento daquilo que nós fazemos; certamente, todos nós temos isso. Quando fazemos alguma coisa, precisamos de confirmação, mas ser notado por alguém nem sempre é sinal de vaidade, porque, às vezes, temos essa necessidade de nos sentir vivos para alguém, que aquela pessoa nos note. Estamos no mundo e isso é normal, mas o amor livre de verdade é aquele que se alegra dentro, é aquele que age silenciosamente, aquele que não precisa do “muito obrigado”, dos aplausos, do reconhecimento. Esse sim é o amor livre, e é a esse tipo de amor que nós somos chamados, a essa maturidade.
Precisamos passar da lógica da aparência para a lógica da pertença. Quem quer aparecer f**a sempre buscando as confirmações. Quem se sente parte de alguém só busca o bem desse alguém de forma gratuita. A diferença de viver da aparência e viver na pertença: buscar esses elogios e esses reconhecimentos, mas quando você pertence a alguém, busca somente o bem dessa pessoa.
Um desafio para os tempos atuais, para nós que temos aí o avanço das redes sociais. As pessoas f**am escravizadas pelos likes, comentários… Poste uma foto sua e não receba nenhum like, nenhum comentário, como vai f**ar o seu interior? Como você f**aria se ninguém comentasse uma foto sua? Será que você f**aria em paz, f**aria tranquilo ou isso causaria em você um mal-estar? É um bom termômetro para você que usa muito a rede social, para saber se o seu coração está apegado a isso!
Falta-nos muito mais discrição e menos ostentação. Vivemos no mundo da ostentação, mas para nós cristãos a discrição é muito boa. Pergunte ao seu coração se ele está se sentindo amado, porque, se faltar amor no coração, nós vamos buscar em qualquer lugar uma forma de preencher esse vazio. Então, quando estiver muito apegado às coisas exteriores, pergunte para o coração: “Você está se sentindo amado?”, “Está faltando alguma coisa?”, “Falta o amor de Deus aí?”.
Hoje, parece que é asssim....