03/02/2026
2º maior bioma do Brasil e da América do Sul, um dos 35 hotspots da biodiversidade no mundo, região do planeta que combina grande diversidade e exclusividade de espécies com um alto grau de ameaça.
Chamada de savana brasileira e considerada a mais rica do mundo pela diversidade de paisagens e formações vegetais é também “o berço das águas” por abrigar 3 grandes aquíferos, fonte de água de alguns dos rios mais importantes da América do Sul: o Tocantins, o Paraná-Paraguai e o São Francisco. São iguais a grandes tanques que armazenam a água em camadas subterrâneas muito profundas. Como as raízes das plantas do Cerrado descem fundo na terra e são maiores do que suas copas, os sistemas radiculares absorvem a água da chuva e transportam-na para os aquíferos. Atuam como uma esponja gigante absorvendo e estocando água da chuva, distribuída para milhões de nascentes durante todo o ano.
Mas isso está mudando…
As taxas de desmatamento no Cerrado têm sido superiores à da Floresta Amazônica e o esforço de conservação, muito inferior: apenas 8,21% da área se encontra protegida em unidades de conservação.
O desmatamento contribui muito para as emissões globais de gases de efeito estufa, sendo que os sistemas agroalimentares são responsáveis por um terço dessas emissões. As queimadas afetam o ciclo da água, destroem habitats e biodiversidade, degradam o solo, contaminam a água e provocam alterações no clima.
Embora o Cerrado seja um ecossistema adaptado ao fogo, o seu uso para a abertura de áreas virgens e para estimular o rebrotamento das pastagens também é prejudicial. Segundo estudos, condições climáticas extremas intensif**aram em 40% a propensão a incêndios no Pantanal, mas a principal fonte ainda são queimadas mal gerenciadas para ampliar áreas agropecuárias. A região do Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) foi a mais afetada, enquanto no Pantanal o fogo consumiu cerca de 12.000 km2, área equivalente a quatro vezes a cidade de São Paulo.
Nosso verde está sendo devastado e rendido para servir a interesses econômicos que se recusam a enxergar os danos já presentes, e ao futuro do planeta.
Faz algum sentido só as verdinhas do Tio Sam serem consideradas?