08/05/2022
“Quando o Vicente completou 3 meses começou minha angústia sobre o retorno ao trabalho.
Com quem ele iria f**ar? Como seria f**ar longe? Tão pequeno, tão dependente!
Mas, pouco antes da licença maternidade terminar, surgiu uma oportunidade perfeita para o nosso momento.
O trabalho era próximo de casa, sistema híbrido, e a melhor parte: O Vicente poderia ir comigo para o escritório!
Desde então nossa vida tem sido uma adaptação diária, um aprendizado constante.
Retornar ao trabalho sem babá e sem escolinha, é se transformar na profissional que já não sabe exatamente a hora que o trabalho começa ou termina.
Eu me programo para fazer determinadas atividades durante a soneca dele... e o que acontece?! Nesse dia, ele só quer dormir no colo!
A cada convite de reunião aparece a dúvida: “Será que o Vicente vai estar dormindo?” “E se ele acordar?” E por aqui já foram muitas videochamadas com ele no colo, com a câmera desligada enquanto eu amamento, ou até mesmo comigo em pé o fazendo dormir.
O mercado de trabalho ainda não está preparado para receber mães pós licença maternidade. Se eu não tivesse a oportunidade que tive, com certeza as coisas seriam muito diferentes.
Em muitos dias estou exausta, quando ele não vai comigo ao escritório a culpa bate... Ele não dorme bem com outras pessoas, tem dias que não aceita a mamadeira e por ai vai!
Mas é um alívio e um privilégio f**ar apenas 3 tardes por semana longe do Vicente. E no escritório, quando ele está lá comigo, todos são muito compreensivos e recebo muita ajuda.
O retorno depois da licença maternidade é um período de adequação, entre a mulher mãe e a mulher profissional, que agora trabalha por dois!
A garra para o trabalho estará sempre lá, mas o pensamento em seu filho também!”
Camila Kelczeski, gerente de marketing, mãe do Vicente.
08.05.2022 - Dia das Mães.