27/06/2024
Nos últimos três meses ,na minha cidade,que possui cerca de treze mil habitantes e cada vez menos,perdemos dois jovens e pais de família.
Dois jovens na faixa etária de 25 a 30 anos.
Não estamos na Europa do século 18 onde Gouthe publicava o clássico “Sofrimentos do jovem Werther” e marcava a literatura alemã e mundial,por tanta veracidade, mas principalmente pela série de jovens que ceifaram suas vidas após o “boom” desse livro.
Estamos em 2024,onde todas as notícias chegam na palma da sua mão.
Onde fake news podem ser desfeitas em minutos ou doutrinar a vida de quem toma um partido (e aqui leia-se = lado e não como político )qualquer,querendo na verdade vencer na vida ,já que se que olhar ao redor tudo se foi,resta-me ganhar de forma terceirizada .
Estamos no século 21,onde remédios para Diabetes e Hipertensão os remédios não são questionados se serão “pra vida toda ,né doutora ?” Mas os antidepressivos são negligenciados até o apogeu da gravidade.
Até quando vamos evitar falar sobre isso ?
Falar sobre,pode sim dar mais certeza de que a dor vai passar e provocar su!C!Di0$ em massa,afinal ninguém quer terminar sua vida de forma breve,apenas que “essa dor passe”.
No entanto,a notícia chega rápido ,sabemos o motivo e o modus operandi.
Setembro é “amarelo” e o ano inteiro é preto e branco ?
A mente não adoece assim como seu coração ? Como seu pulmão ?
Notícia triste : Enquanto não falarmos de saúde mental sem “firulas” de chamar toda mudança de humor de “bipolar” ,uma espera dolorosa de algo que se quer muito de “ansiedade” (que ,aliás, é um sentimento natural humano) e tristeza de depressão ,teremos as maiores taxas de jovens e adultos que ceifarão suas vidas.
Com essas vidas, eu citaria Fernando Pessoa
“Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!”
Estamos atravessando o mar procurando especiarias,como os portugueses ,ou estamos buscando um bem estar pessoal ?
Quantas pessoas queridas ficarão chorando a indiferença que daremos à saúde mental?
Continua nos comentários .