A roupa é uma maneira da pessoa se conectar com o mundo; a forma como ela se veste desvela muito sobre a sua personalidade e qual impressão ela deseja passar naquele momento. As roupas estão em toda lugar: Nas lojas, nas revistas como objeto de desejo, em sites, em feiras, nas sacoleiras e em nossos guarda roupas multiplicando-se e amontoando-se desnecessariamente. Elas também criam códigos sociai
s e define a qual tribo você pertence. Essa presença constante, sustentada por um interesse geral crescente, pode nos surpreender e levar-nos a questionamentos. Afinal, por que elas ocupam tanto espaço em nossa vida? O que buscamos compensar ou exibir aos olhos dos outros? Ser apaixonado por shoppings e liquidações, guardar peças de vestuário que não são mais o seu número, prevalece aspectos de nossa história pessoal. Por trás de uma aparente futilidade desvelam-se movimentos íntimos e, muitas vezes, desejos desconhecidos. A maneira de se vestir indica a margem de liberdade da pessoa diante da família, de seus amigos, da sua tribo e perante as interações sociais. Por meio dela, descobrimos vestígios de identificações e memórias. A roupa, essa segunda pele, pertence ao mesmo tempo ao dentro e ao fora, tanto protege a intimidade quanto abre para o espaço social e relacional, ocupa uma posição tênue, de interface entre o eu e o mundo, podendo mascarar o sujeito ou, ao contrário, revelá-lo.