29/04/2025
Essa foto é de 2015.
Foi o dia em que eu abri a Luz de Maria.
Na prática, uma loja.
Na essência, uma porta — que me levaria de volta pra mim.
Até ali, meu universo era dominado por gestão, logística, processos.
Trabalhava com óleo diesel — uma comoditie, sem valor agregado, onde o que importa é o volume, não o significado.
E mesmo fazendo tudo funcionar com excelência, algo dentro de mim pedia mais.
Mais sensibilidade.
Mais criação.
Mais presença.
A Luz de Maria nasceu assim: como um gesto feminino dentro de uma rotina masculina.
Mas o que ela me entregou foi muito maior.
Ali eu iniciei uma jornada de olhar, escutar, sentir.
Convivi com mulheres que carregavam suas histórias com força, mas também com silêncio.
Foi então que percebi uma verdade difícil de ignorar:
por muitos anos, estivemos presas atrás de uma barreira invisível.
Feita de crenças antigas, padrões repetidos, discursos que nos limitaram sem que a gente percebesse.
Mas hoje, tudo mudou.
A informação está aí.
A consciência pulsa.
O autoconhecimento já não é um luxo: é um caminho possível, acessível, libertador.
E é por isso que, antes de seguir com tudo que venho construindo,
eu volto a essa imagem com respeito, com orgulho e com gratidão.
Porque foi nesse dia, sem saber, que eu comecei a me tornar quem eu sou agora. ✨❤️✨