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NÃO ESQUEÇA DE EXÚ NO CARNAVAL Exu saiu para fazer o xirê (brincadeira), vestiu-se de colorido, colocou um eketé(gorro) ...
16/02/2025

NÃO ESQUEÇA DE EXÚ NO CARNAVAL

Exu saiu para fazer o xirê (brincadeira), vestiu-se de colorido, colocou um eketé(gorro) na cabeça, acendeu um charuto (ikòkótabá) e bebeu um gole do seu ogorogò (conhaque).
Exu estava odará (bonito) e foi para rua. Sua missão era fiscalizar aqueles que se esqueceram de lhe ofertar jeun (comida) em troca de proteção.
No caminho, Exu encontrou uma linda mulher e perguntou qual era o nome dela. Ela respondeu que ele poderia chamá-la de Maria. Exu que tudo sabe, retrucou que aquele não era o nome dela. Foi então que ela argumentou que Maria era um nome adequado a mulher pois lembrava mãe, afeto e proteção feminina. Mas se ele não gostasse poderia chamá-la de Pombagira ,"A mulher dama", e ir tratando-a como tal!

Exu que é esperto foi logo oferecendo o braço, que ela aceitou p**ntamente. E saíram os dois de braços dados pela rua. Como Exu já lhe falara do seu propósito, passaram então os dois a proteger os que fizeram oferendas e a pregar peças naqueles que se esqueceram de fazê-las.
Como era carnaval muitos foram penalizados.
Moral da história: Não se pode sair às ruas, principalmente no Carnaval, sem pedir proteção a Exu. Neste período, Exu está em total liberdade de suas funções. Portanto se você vai sair para brincar carnaval não se esqueça de Exu. Agrade-o para que você se livre de coisas ruins.

Uma criança Abiku usando tornozeleiras AroAnos 70Na cultura iorubá, tornozeleiras adornadas com sinos de latão têm um si...
11/02/2025

Uma criança Abiku usando tornozeleiras Aro
Anos 70

Na cultura iorubá, tornozeleiras adornadas com sinos de latão têm um signif**ado profundo e espiritual, especialmente para crianças conhecidas como Abíkú - aquelas que se acredita terem uma ligação com o mundo espiritual. Estas tornozeleiras, conhecidas como Àr ọ, são frequentemente criadas a partir de latão e servem tanto como um charme protetor quanto um símbolo da infância.

Usadas pelas crianças Abíkú e às vezes pelas mães durante o festival de Òr ìṣà Àr ọ, estas tornozeleiras produzem um som distinto a cada passo. Diz-se que o sino rítmico dos metais afasta forças invisíveis, mantendo os espíritos de seu ẹgb ẹ́ longe e impedindo-os de reclamar a criança. Em cada eco dos sinos reside a esperança do coração de uma mãe - uma súplica aos antepassados, uma oração pela vida e uma canção de resiliência contra o invisível.

Foto: Coleção John Pemberton III/ Museu Nacional de Arte Africana

Crédito de texto: Revista ASIRI 2025

Otim é um orixá feminino da mitologia africana, ligada à caça, à floresta e às águas. É também relacionada a orixás masc...
01/02/2025

Otim é um orixá feminino da mitologia africana, ligada à caça, à floresta e às águas. É também relacionada a orixás masculinos como Oxóssi e Ogum, e a iabás como Iemanjá e Oxum.
Otim é representada carregando uma jarra na cabeça, o que indica sua ligação com a agricultura. É uma mulher forte, guerreira, autêntica e perspicaz.
Algumas características de Otim:
É ligada a Oxóssi, Ossanhe, Oxum, Iemanjá e Ogum
É a orixá da caça, das presas e da floresta
É uma grande Amazona, uma mulher forte, guerreira, autêntica e perspicaz
É respeitada no culto aos caçadores masculinos
Suas cores são azul turquesa, azul marinho e dourado
Suas comidas prediletas são frutas, milho de galinha, akassá e acarajé
Suas armas são ofá dourada e lança dourada

Hunjegbe - Quem usa pode usar?Hunjegbe é a p**núncia certa que quer dizer " hun" ( diminutivo de vodum) " je ( jóia ) "g...
31/01/2025

Hunjegbe - Quem usa pode usar?

Hunjegbe é a p**núncia certa que quer dizer " hun" ( diminutivo de vodum) " je
( jóia ) "gbe" ( vida) , portanto é o yan consagrado a Dangbé por que quando Sogbô perdeu o hunjegbe foi bessem quem desceu ás águas e retornou com ele na boca.
Essa conta é a conta da vida e da morte, signif**a o nosso cordão umbilical, é o único yan que depois de morto o vodunsi leva dentro do caixão, depois é claro de vários rituais fúnebres feito no ará ( corpo) do mesmo.
A contagem de missangas, corais e seguis tem sua numeração única, e até aposição dos seguis tem seu lugar de origem, somente o povo de Djedje é que tem o direito e dever da conquista desse yan sagrado.
Hoje em dia virou moda pessoas de outras nações enfiarem uma conta com corais e seguis de modo errado que a do hunjegbe e declarar que estão usando um yan , que eles não sabem a grandeza ritualística e fundamentada para se ter esse yan.
No bogum ela é confeccionada já na iniciação do vodunsi , mas só vai para o pescoço após os 7 anos e com obrigação tomada, o hunjegbe é a jóia de mahi e como toda conta de grau, deve ser colocada em época certa , pois ninguém nasce grande, uma construção não começa pelo teto e sim pelo alicerce, devemos esperar a hora certa para se conquistar nossos direitos dentro de cada nação.
Esta jóias não é simplesmente uma conta posta no pescoço, esse yan é conquistado através de fundamentação ritualística, e nunca deve ser dobrado.
A Jóia de Mahi é para o povo de Djedje, se você é iniciado no Ketú ou Angola e dá seguimento na sua nação de origem, não irá receber uma jóia que não pertence a sua nação. Se você receber ou não seu hunjegbe, deverá ser conquistado, essa conta não é um simples fio de missangas com corais e seguis, esse yan é rezado na hora de confeccionar dentro do hundeme, e nunca deverá ser dobrado no pescoço, pela fundamentação ritualística que representa.
Como todo fio de conta, o cumprimento do hunjevi é determinado por questões que envolvem o vodun da pessoa e até fatores físicos do vodunsi que o receberá.
O hunjevi é composto de miçangas nas cores terra-cota, segui (corais azuis) e corais propriamente ditos.
Os corais são os atin sá (árvores) das águas, que conhecem as profundezas escuras da origem de toda a vida que existe neste mundo. O coral representa os elementos dos três reinos existentes na natureza: o reino animal, vegetal e mineral. Por isso, simboliza o princípio e o fim. A ligação entre a vida e a morte.
O povo do Danxomé (Barriga de Dan), costuma dizer que os segui do hunjevi são as fezes do grande Vodun Dan Gbala Howedo. As fezes de Dan.
Existem algumas variações deste fio sagrado, mas o signif**ado é sempre o mesmo. Em uma de suas variações, chama-se hunjebe – que às vezes é feito de miçangas pretas rajadas de branco, representa a mesma coisa do hunjeve, mas só deve ser usado por pessoas de Azansu. Outra variação é o Hunjê – um fio de contas específ**as.
Como todo fio de conta, o cumprimento do hunjevi é determinado por questões que envolvem o vodun da pessoa e até fatores físicos do vodunsi que o receberá.

Crédito
Tradições do Candomblé

*ORI E A SUA IMPORTÂNCIA*Mesmo que nosso òrìsà esteja bem e feliz, só f**ará tudo bem se o nosso Òri estiver também.Para...
20/01/2025

*ORI E A SUA IMPORTÂNCIA*

Mesmo que nosso òrìsà esteja bem e feliz, só f**ará tudo bem se o nosso Òri estiver também.
Para termos idéia da importância e precedência do ORI em relação aos demais òrìsà

"OGUN chamou ORI e perguntou-lhe, “Você não sabe que você é o mais velho entre os ORIXÁS”? Que você é o líder dos ORIXÁS? “
Sem receio podemos dizer, “ORI mi a ba bo ki a to bo ORISA”, ou seja, “Meu ORI, que tem que ser cultuado antes que o ORIXÁ” e temos um oriki dedicado à ORI que nos fala que “ Ko si ORISA ti da nigbe leyin ORI eni”, signif**ando, "
Não existe um ORIXÁ que apoie mais o homem do que o seu próprio ORI".
Quando encontramos uma pessoa que apesar de enfrentar na vida uma série de dificuldades relacionadas a ações negativas ou maldade de outras pessoas, continua encontrando recursos internos, força interior extraordinária, que lhe permitam a sobrevivência e, inclusive, muitas vezes, mantém resultados adequados de realização na vida , podemos dizer, "ENIYAN KO FE KI ERU FI A*O, ORI ENI NI SO NI", ou seja, "as pessoas não querem que você sobreviva, mas o seu ORI trabalha para você", trazendo, nessa expressão, um indicador muito importante de que um ORI resistente e forte é capaz de cuidar do homem, de lhe garantir a sobrevivência social e as relações com a vida, apesar das dificuldades que ele enfrente.
Esta é a razão pela qual o BORI, forma de louvação e fortalecimento do ORI utilizada em nossa religião, é utilizado muitas vezes, precedendo ou, até, substituindo um EBO. Isso se faz para que a pessoa encontre recursos internos
adequados, esta força interior de que falamos, seja à adequação ou ajustamento de suas condições frente às situações enfrentadas, seja quanto ao fortalecimento de suas reservas de energia e consequente integração com suas fontes de vitalidade. É importante dizer que é o ORI que nos individualiza e, por conseqüência, nos diferencia dos demais habitantes do mundo. Essa diferenciação é de natureza interna e nada no plano das aparências físicas nos permite qualquer referencial de identif**ação dessas diferenças. Sinalizando
essa condição, talvez uma das maiores lições que possamos receber com respeito ao ORI;

"Uma pessoa de mau ORI não nasce com a cabeça diferente das outras.
Ninguém consegue distinguir os passos do louco na rua.Uma pessoa que é líder não é diferente. E também é difícil de ser reconhecida. É o que foi dito à Mobowu, esposa de OGUN, que foi consultar IFA. Tanto esposo como esposa
não deviam se maltratar tanto, Nem fisicamente, nem espiritualmente. O motivo é que o ORI vai ser coroado. E ninguém sabe como será o futuro da pessoa."

Para os Yorubás o ser humano é descrito como constituído dos seguintes elementos: ARA, OJIJI, OKAN, EMI e ORI.
- ARA é o corpo físico, a casa ou templo dos demais componentes.
- OJIJI é o "fantasma" humano, é a representação visível da essência espiritual.
- OKAN é o coração físico, sede da inteligência, do pensamento e da ação.
- EMI, está associado à respiração, é o sopro divino. Quando um homem morre, diz-se que seu EMI partiu.

Portanto um conselho: Para termos um Ori bom e próspero é fundamental cuidar sempre dos pensamentos, da saúde mental buscando harmonia, paz e positividade. Nossa mente é programável, e nosso Ori conduz nossa vida conforme a nossa consciência!

Não adianta dizermos que somos filho de tal Orixá e que Orixá será o responsável por nossas condutas; Orixá é o caminho e energia pura, Ori é o o desejo, a sabedoria, o "EU", a consciência e harmonia que fará conduzir com inteligência e força nossa vida em direção ao caminho mais voltado a nossa real existência. Por isso, de nada adianta ter Orixá e possuir um Ori em desarmonia pois a desarmonia da consciência fará com que conduza suas preces e energias a caminhos obscuros, distantes dos sonhos, cegos surdos às mensagens e sinais de nossos antepassado.

Oluwo Alabi CandomblénaÍntegra

Atraímos para nossa vida o que pensamos, sentimos e vibramos
Se estiver numa frequência baixa, negativa vai atrair coisas e situações que iram lhe por para baixo mais e mais, te entristecer mais e mais
Porém se procurar mudar seus pensamentos, pensar positivo, ser grato, pensar em coisas que te fazem e farão feliz, muda a sua frequência e vibração e atrairá coisas e situações que cada vez mais lhe faram feliz e alegre
Ori pode ser programado
Só depende de você
Vigie seus pensamentos
Os pássaros dos maus pensamentos podem até pousar na nossa cabeça, mas se eles farão um ninho só depende de nós se iremos alimenta-los ou não!

Mejitó Daniel

21 fatos sobre Iyami Osòróngà!01 - Iyámí osòróngà não tem TABÙ com homens 02 - Iyami osòróngà é um dos nomes para esta d...
18/01/2025

21 fatos sobre Iyami Osòróngà!

01 - Iyámí osòróngà não tem TABÙ com homens

02 - Iyami osòróngà é um dos nomes para esta dívindade

03 - Iyami osòróngà aceita suas oferendas após as 18 horas até às 03 :00 da manhã

04 - as oferendas para Iyami osòróngà chama se ipesè elas podem receber cozido ou crú para elas

05 - tanto homens como mulheres pode dar oferenda para Iyami Osoronga

06 - sua consagração é chamada de (AWO AGBA Imolé iyami )

07 - Iyami Osoronga não é uma qualidade de Osun ou Iemonja, E QUANDO TE DIZEM QUE AS IYAGBAS SAO IYAMI OSORONGA É UM DEMOSTRACÃO QUE ESTA PESSOA NAO CONHECE E NAO ENTENDE OQUE É IYAMI.

08 - Iyami Osoronga tem mais de 40 nomes diferentes aqui no Brasil se popularizou mais este nome na África é, chamada de iya eleyè entre outros veja quando o nome muda percebemos que alguns, Sacerdotes no Brasil inventarão ,Iyami cada um de um jeito ..

Para homens sua consagração pacto chama se (OSÒ AGBA ) Para mulheres ÁJÉ AGBA

Iyami Osoronga não tem potes de coruja, Iyami osòróngà não tem fitas apenas tecidos para amarar sua cabaça ou oferenda

Ìyámí osòróngà não é mãe da jaqueira e se queremos uma árvore para elas podemos da pé de orogbo

E Jaqueira não e fruto das mães nem suas folhas

Iyami osòróngà é dívindade além da criação do homem foi criada no princípio do mundo e veio com Orùnmilà para o mundo no odùn osa meji reparem bem dívindade masculina .

E Ìyámí osòróngà é um pacto alguns podem obter através de cerimônia .

09 - iyami osòróngà representa a junção de vários espíritos femininos , todas as gerações das mulheres de uma família são todas as mãe antes de nossa vinda na terra ou seja mãe ancestral, poder coletivo passado de útero para útero o sangue que brota da terra criando a vida .

10 - Iyami osòróngà
Não são três, apenas tem nomes diferentes para uma mesma divindade

Iya pupa :

São as mulheres que cultua ìyámí osòróngà para o bem e o mau, também faz alusão ao poder que a mãe tem no nascimento de crianças, porque? Todos nós somos banhados pelo sangue de nossa mãe isso é iya pupa título para uma mesma divindade

Iya funfun :

signif**a as mães anciãs
Mulheres velhas também faz relação com a sabedoria e conselhos de nossa mãe e avó

Iya Dudu :

Título de iyami que

Se refere ao útero das, mulheres antes da criança ver a luz..

Como podemos ver muitas mentiras são contadas e poucas verdades são reveladas

Ìyámí osòróngà

Não tem 03 cabaça ou trens igba para elas apena uma

O igba de ìyámí osòróngà é um pacto só a pessoa pode ver ou tocar somente e permitido oferendas a elas sobre Èsù, arvores ou encruzilhadas

11 - Iyámí osòróngà não f**a exposta, pois seu segredo só é dado ao seus membros

12 - Iyami osòróngà
Somente seus membros podem velas

13 - Não temos títulos para pessoas apenas pactuação no culto f**a a dica

14 - Iyami osòróngà é mais cultuada por BABALAWOS , IYAONIFAS e OS OGBONIS

15 - Iyami osòróngà tem sua ligação maior no culto de ifa tendo muitos ebós para elas

16 - iya petebi não e cargo para ìyámí osòróngà apenas e esposa do bàbàlàwo

17 - qualquer sacedote que tenha esposa pode pedir para sua esposa levar oferenda devido ao respeito as mulheres

18 - Elédúmáré não faz sacedote imperfeito todos podem fazer reverências homens e mulheres

19 - Iyami osòróngà não é uma coruja os pássaros são portadores de seus símbolos apenas

20 - o culto as grandes mães pertence a África e seu estudo tem muitos odùs, em ifa por este motivo bàbàlàwo tem mais facilidade sobre o culto ..

21- Nehuma Osun, Iemonja ou qualquer outra Iyagba é Iyami Osoronga...Iyami é Iyami

Texto Oluwo Alabi
Página Religião respeito humildade
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Candomblé JêjeO Candomblé Jeje, é o candomblé que cultua os Voduns do Reino do Daomé trazidos para o Brasil pelos africa...
20/12/2024

Candomblé Jêje

O Candomblé Jeje, é o candomblé que cultua os Voduns do Reino do Daomé trazidos para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. Essas divindades são da rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Os vários grupos étnicos - como fon, ewe, fanti, ashanti, mina - ao chegarem no Brasil, eram chamados djedje (do yoruba àjèjì, 'estrangeiro, estranho'), designação que os yoruba, no Daomé atribuíam aos povos vizinhos, Introduziram o seu culto em Salvador, Cachoeira e São Felix, na Bahia, em São Luís, no Maranhão, e, posteriormente, em vários outros estados do Brasil.

Dan, bessen, Oxumaré. No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi. Templo vodun das Pythons em Ouidah, o qual é em honra de damballa, conhecido no Brasil como Dan (vodun).
História

Assim, como os Nagôs ou yorubas, os jejes língua ewe, língua fon, língua mina e os fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam a África Ocidental hoje denominada de Nigéria,Gana, Benin e Togo. Sua entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.

A palavra djedje (jeje) recebeu uma conotação pejorativa, como "inimigo", por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme "Pou okan, djedje hum wa!" ("Olhem, os jejes estão chegando!).

Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram "Pou okan, djedje hum wa!"; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil ou Nação Jeje.
Bahia

Dentre os daomeanos escravizados, uma mulher chamada Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi [p**n. marri], foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou:

um templo para Dan; Kwé Sejá Hundé, mais conhecido como a Roça do Ventura ou Kpó Zehen [pó zerrêm] de Jeje Mahi, em Cachoeira e São Felix;
um templo para Heviossô Zoogodo Bogun Male Hundô Terreiro do Bogum, em Salvador;
um templo para Ajunsun, que não se sabe por que não foi efetivamente criado. Esse é o segmento Jeje Mahi do povo Fon.

O templo de Ajunsun-Sakpata foi criado mais tarde pela africana Gaiaku Satu, em salvador e recebeu o nome mais conhecido por Cacunda de Yayá, que tem como sua representante a Gaiaku Maria de Lourdes Buana (Gaiaku Ominibu Kafae foobá), filha de Mãe Tança de Nanã (Jaoci), que era filha de Gaiaku Satu.A Cacunda de YáYá funcionou muitos anos no bairro da "Sussuarana" em Salvador, onde tiveram que se deslocar do lugar original pela construção da rodovia, onde foram indenizados pelo governo baiano, e foram se instalar na parte mais alta do terreno, que dizem ser tão grande que não sabiam a dimensão exata, tinha mata, fontes, riachos, tudo no terreno da Cacunda.

Gaiaku Lourdes, teve roça em Salvador, no Bairro Alto do Cabrito, e também em Nilópolis, no Rio de Janeiro, e viveu até os seus 90 anos, falecendo em Outubro de 2014, marcando sua tradição no Kwe Foobá, com diversos descendentes do Jeje Savalu. Seguindo a tradição Kwe Fobá está a Yalorixá Doné Renilma Pereira de Sousa, conhecida como Mãe Nilma de Logun Edé do Ilê Axé Kwe Fobá Mesikan, descendente espiritual de Gaiaku Lourdes. Seu Kwe Fobá Mesikan está na Rua Miosótis no Bairro de Santa Dalila, na cidade de Magé, no Estado do Rio de Janeiro.

São os Jeje Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade de Savalu na África, segundo alguns historiadores, e foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores do Daomé. O dialeto dos savalus também é o Fon.

Na Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade, em Salvador, Amilton de Adaen(Sogbo) segue a luta pela preservação da tradição do Jeje Savaluno, na condição de Doté, à frente do Kwe Vodun Zo (Templo do Vodun/Espírito do Fogo). Amilton é descendente espiritual da Cacunda de Yayá, onde teve o seu nascimento para zelar do Panteão Savaluno, pelas mãos de Jaoci Mãe Tança de Nanã.
Maranhão

No Maranhão encontramos a Casa das Minas, fundada por Maria Jesuína, segundo informação de Sergio Ferretti. É com certeza a mais conhecida casa de jeje do Brasil. Esse é o segmento do povo Jeje Mina.

Ainda no Maranhão encontramos a Casa Fanti Ashanti fundada por Euclides Menezes Ferreira (Talabian). Esse é o segmento jeje Fanti-Ashanti do povo Akan vindo de Ghana, que inicialmente teria ligações com o Sítio de Pai Adão, da Nação Nagô-Egbá.
Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o Terreiro do Kpodabá no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide São Martinho do Espírito Santo, também conhecida como Ontinha de Oiá (Oya Devodê), mais conhecida como Mejitó, que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha, e esse axé foi herdado por Glorinha Toqüeno, com terreiro no bairro de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. O Kpodabá é a casa matriz , mas deixou ramif**ações, como o Kwesinfá fundado em Agostinho Porto, por Natalina de Aziri (Ezintoede) tendo como herdeira Helena de Bessem que transferiu o axé para Parque Paulista, em Duque de Caxias, hoje Filha de Santo de Glorinha Tokuenu. Tendo ramif**ações do Axé em Brasília, fundado pelo sacerdote Rui D'Osaguian filho de Natalina de Aziri. Em Manaus/Amazonas o kwensinfá teve sua ramif**ação através do Babalorixá Edmilson D´Oxossi, filho do sacerdote Rui D´Osaguian.
Temos também o Kwe Labya ( em Irajá )

Depois veio Antonio Pinto de Oliveira. Tata Fomotinho que fundou o Kwe Sejá Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba.

Ele deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, Jorge de Iemanjá que fundou o Kwe Sejá Tessi, Pai Zézinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse, Temi Marcelo du Avimaje, mais conhecido no Rio de Janeiro como Doté Marcelo de Jagun, filho de Tia Belinha do Oxossi que fundou o Kwe Sejá Ji Dan, Amaro de Xangô, Djalma Souza Santos (Djalma de Lalu) que fundou o Kwe Seji Lonã, Doné Mirtéia de Ogun que fundou o Axé Kwe Azon, Doté Wildes de Obaluayê que fundou o Axé Kwe Egi, Doté José Luiz Nunes T'Gú, primeiro filho de Doné Mirtéia do Ogun, que fundou o Humkpame Guniké, Doné Vilma da Oxum (Hunsó do Humkpame Guniké), Filha do Pai Bira de Bessen, Doné Dilcéia de Oxum que fundou o Kwe Cawì, Doné Dezinha de Oxum que fundou o Kwe Ellè e Heraldo Sanches de Araújo (Doté Heraldo de Xangô (filho de Doné Mirtéia) iniciado no Nago Egbá) após mudar as águas, fundou o Axé Kwe L'Ossu, Doné Maria de Iansã (in memoriam) (também filha de Mirtéia), que fundou o Kwe Sejá Demi.

Ressaltamos ainda, a importância do Jeje Mahi quanto ao Vodun Azunsun ou Ajunsun - Azansu, Sakpatá. [Todos os Voduns, pertencentes ao panteão de Sakpatá, são da família Dambirá. Nesse panteão temos vários Voduns. O mais velho que se tem notícia é Toy Akossu, no transe, ele se mantém deitado na azan (esteira). Dizem os mais velhos, que Toy Akossu é o patrono dos cientistas, ele lhes dá inspirações para a descoberta das fórmulas mágicas que curarão as doenças e as pestes. Ele é a própria "doença e cura", como também um excelente conselheiro.]
São Paulo

Pai Vavá de Bessém era da nação Jeje Savalu de Cachoeira de São Félix iniciado aos 3 anos como era comum na época, quando jovem foi para Salvador onde teve um terreiro de candomblé e viveu por muitos anos, depois foi morar no Rio de Janeiro e por último em São Paulo onde morou até morrer.
Voduns

Os Voduns no Jeje são basicamente os da Mitologia Ewe e Fon.

Dangbé é a serpente sagrada que representa o espírito de Vodum Dan.
Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
Lissá que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
Loko é o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o rungbe
Gu vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
Heviossô vodun que comanda os raios e relâmpagos.
Sakpatá vodun da varíola.
Dan vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
Agué vodun da caça e protetor das florestas.
Agbê vodun dono dos mares.
Ayizan vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
Agassu vodun que representa a linhagem real do Reino do Dahomey.
Aguê vodun que representa a terra firme.
Legba o caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e a sexualidade.
Fa vodun da adivinhação e do destino.
Aziri vodun das águas doces.
Possun vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.
Bessem é o dono das águas doces em Abomey e Ouidah, do qual é patrono.
Sogbô vodun do trovão da família de Heviossô.
Tobossi, Naê ou Mami Wata, são todas as voduns femininas das ezins jeçuçu, jevivi e salobres.
Nanã considerada por todos os adeptos do Culto Vodun como a grande Mãe Universal.

Dan (vodun)

Dan, bessen, Oxumaré. No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi. Templo vodun das Pythons em Ouidah, o qual é em honra de damballa, conhecido no Brasil como Dan (vodun).

Dan - É o vodun da riqueza, bastante popular na Religião Fon. É representado por uma serpente que se rasteja e se esconde na terra, mas que ascende ao céu na forma de arco-íris, sendo chamado pelo título completo de Dan Ayidohwedo. Ele é um Ayi-vodun, ainda que possa ser associado aos Ji-vodun, pois diz-se que ele transporta Heviossô até as nuvens para semear as chuvas benfazejas.

O culto de Dan é originário do província Mahi, no planalto ao noroeste de Abomey e, de fato, pode ser considerado o Tô-vodun, divindade nacional dos Mahis.

No resto do país Fon, os noviços de Dan são chamados por isso de mahinu, e falam o dialeto Mahi dentro do convento. No final da iniciação eles são chamados de lali, que têm somente metade da cabeça totalmente raspada ao término do processo de iniciação.

O vodun Dan corresponde a uma família completa, onde existem 41 aspectos masculinos e femininos da divindade. Talvez por ser ligado à fertilidade e à riqueza, Dan possui muitos adeptos e iniciados que buscam suas benesses. Não pode ser confundido com Dangbê.

Conservam-se no Candomblé Jêje a lembrança da ligação com Mahi e alguns nomes como os de Gbèsén (Bessém "A que faz frutif**ar a vida" - aspecto feminino) e Jikún ("Semeador da chuva" - aspecto masculino).

Também identif**ado no merindilogun pelo odu iká e representado materialmente e imaterial pela cultura Jeje-Nago, através do assentamento sagrado denominado igba dangbe.
Ritual

Na Nação Jeje existe a necessidade do poço (se não existir uma nascente nas terras), o ideal é um sítio com nascente, mata natural, plantas e animais.

Infelizmente nas casas urbanas isto já não é tão possível, pois as Casas cada vez mais diminuem de tamanho. Mas ainda assim toda casa Jeje deverá ter pelo menos um poço, um local reservado exclusivamente para as plantas e árvores necessárias ao culto, que chamamos "kpamahin", e alguns animais que são muito importantes no culto.

Voduns não usam roupas luxuosas não gostam de roupas de festa e geralmente preferem a boa e velha roupa de ração. As danças são cadenciadas em um ritmo mais denso e pesado.

A iniciação ao culto dos voduns é complexa, longa e pode envolver longas caminhadas a santuários e mercados e períodos de reclusão dentro do convento ou terreiro humpagme, que podem chegar a durar um ano, onde os neófitos são submetidos a uma dura rotina de danças, preces, aprendizagem de línguas sagradas e votos de segredo e obediência.

Hierarquia

Bokonon - Sacerdote do Vodun Fa equivalente ao Babalawo
Doté Sacerdotes (homens) da família de Sogbô e Doné Sacerdotisas (mulheres) esse título é usado no Terreiro do Bogum onde também são usados os títulos Gaiaku e Mejitó.
Noche - Sacerdotisas do Jeje-Mina
Vodunsi - após 1 ano da iniciação.
Kajekaji - iniciado que ainda não completou o ciclo de obrigações.

Curiosidades: Tasén = cerimonia equivalente ao bori dos yoruba.

Hundote (rundote) = O mesmo que abiasé dos yorubas, quando a mae é iniciada com o filho no ventre, esse filho se torna um hundote.

Ahehun (Arerrum) = o mesmo que yao.

Ahuretè- ahè ( arrurete, arre ) = termo usado para pessoas nao iniciadas, o mesmo que abian dos yoruba.

Adla' = o mesmo que ebo' dos yoruba.

Azan = o mesmo que mariow dos yorubas. agrala = o mesmo que pade dos yoruba. ta', ita' = o mesmo que ori dos yoruba. hundeme= ronco mlam mlam = rezas dope= o mesmo que pao' aban= prato abaman= caneca abieé = o mesmo que ago, perdao odohozan ( odorozan)= o mesmo que xire dos yoruba.

Durozan= despachar

Djeje Mahin
🍂🌿

KOLOFE                               O RESPEITO AO RESGUARDOPorque devemos guardar resguardo após as obrigações ?Hoje em...
31/07/2024

KOLOFE
O RESPEITO AO RESGUARDO

Porque devemos guardar resguardo após as obrigações ?

Hoje em dia, os Zeladores procuram, a medida do possível, “aliviar”, o que eu acho errado,mas tudo em nome da evolução dos tempos.

É difícil a gente deixar de fazer as coisas que estamos acostumados em nosso dia a dia, ainda mais que serão cortadas por um bom período, por vários anos ou para sempre de nossas vidas…

O resguardo, ou o que muitos chamam de preceito, é necessário por uma questão de respeito, de manter o corpo “limpo” de interferências outras que não sejam dos orixás. O resguardo nos faz senhores de nós mesmos, aprendemos a dominar a nossa vontade, sacrif**amos essa vontade visando um bem maior, não somente nosso, o da nossa comunidade, nossa família de santo.

Ele também mostra aos nossos Inkisses/Orixás/Voduns a força da nossa vontade, que conseguimos usar a razão acima da emoção, da busca pelo prazer, que conseguimos sacrif**ar um pequeno momento de prazer por um bem maior que vislumbramos para nossa vida. È uma contribuição em troca da força que nos concedem. E acima de tudo é respeito.
É respeito ao trabalho feito em prol do nosso bem, é respeito pelo Orixá/Inkisse/Vodum que está sendo agradado naquela obrigação, é respeito pelo axé que colocaram em nossos oris.

A maior parte dos clientes do candomblé segue, mas não compreendem o porquê dessas restrições, mas nós, iniciados, temos a obrigação de buscar saber como isso é encarado na casa de axé, como o Zelador vê as restrições. Como explica essas restrições.

Geralmente o resguardo inclui a inibição de s**o, bebida, pimenta, cores fortes como preto e vermelho. Esses elementos têm uma ligação íntima com o Orixá Exu.
Um Orixá que está presente em tudo na casa de axé e que não deve ser solicitado ou se desviar do objetivo que é encaminhar nossos pedidos aos Orixás, naquele momento, naquele ritual. Depois de feito o trabalho, os rituais de oferta, ele é o responsável por encaminhar o axé dessas atividades ao mundo dos orixás.

Quando estamos em trabalhos coletivos fazemos uma corrente naquele momento e cada pessoa é um elo, se um quebra o resguardo a corrente se desfaz,e o trabalho perde a força que deveria ter. Ninguém é prejudicado diretamente, pois o Orixá não é punitivo, mas a força não é a mesma. O trabalho não é visto e recebido da mesma forma pelos Orixás.

Por causa disso, vemos casas que fazem trabalhos iniciações que as pessoas só f**am sabendo da saída, o zelador escolhe quem vai participar da corrente. E isso se reflete em perda de aprendizado. Se a pessoa é pouco solicitada na casa, ela passa menos tempo ali dentro e menos ela aprende.
Claro que temos casos de pessoas que impõem resguardos desnecessários, inventam quizilas de acordo com o seu gosto. O que é um desrespeito com quem é obrigado a seguir essas invencionices, e afronta aos Orixás/Inkisses/Voduns que são usados para justif**ar uma mentira baseada no gosto ou desgosto do zelador.

Temos esse tipo de resguardo coletivo, que enfraquece trabalhos coletivos quando é quebrado; e temos ainda os resguardos de trabalhos individuais. Muitos irmãos vêem até nós porque quebraram o resguardo e querem saber o que vai acontecer.

Orixá quer ser obedecido. E não se barganha com eles.

Quebrou o resguardo, o trabalho foi vão, não se conserta elos de confiança do dia pra noite, é preciso tempo para que Orixá perdoe nossa falha.

Em suma, precisamos lembrar sempre que resguardo é força, e traz axé a todos nós.

PAI FOLHA

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