21/06/2025
Foram nove anos desde que perdi minha mãe, mas o tempo não apagou o brilho de seus sonhos – especialmente aquele que ela tanto falava com os olhos cheios de esperança: fazer um cruzeiro.
Era o desejo dela, mas com o passar dos anos, acabou se tornando meu também. Talvez por saudade, talvez por querer me sentir mais perto dela, ou simplesmente porque sonhar junto com quem amamos faz os nossos próprios sonhos ganharem vida.
Subir naquele navio foi mais do que uma viagem. Foi uma travessia entre passado e presente. Enquanto o mar se estendia diante de mim, senti como se ela estivesse ali – no vento suave, no sol que aquecia meu rosto, nas paisagens que nos fariam suspirar juntas. Cada momento a bordo foi vivido por duas almas: a minha e a dela.
Realizar esse cruzeiro foi muito mais do que cumprir uma promessa silenciosa. Foi honrar a memória da minha mãe, foi me reconectar com ela e, ao mesmo tempo, comigo mesma. Foi descobrir que sonhos não morrem quando alguém se vai… eles continuam vivos dentro de nós, esperando o momento certo para zarpar.