15/05/2026
trinta e quatro anos.
tem uma menina de seis, sete anos que eu carrego comigo pra todo lugar. ela brincava sozinha de escolinha, ensinava os ursos, anotava tudo em caderno com uma seriedade que ela mesma não entendia ainda. ela não sabia o nome do que queria, mas sabia o formato: agência, escrita, ensinar, criar.
essa menina era eu. e ela já sabia.
o que me afaga o coração hoje, nesse aniversário, é exatamente isso: olhar pra tudo que eu construí e reconhecer que ela estava certa. que cada coisa que eu pensei que queria quando era criança, eu sou hoje. sou e vai além, vai muito além do que cabia na imaginação dela.
trinta e três foram meses que me ensinaram que transformação de verdade dói um pouco, exige muito e vale cada vez. foram meses de comprometimento comigo mesma num nível que eu nunca tinha me permitido antes. de parar, olhar pro espelho e dizer: você é incrível, e você precisa acreditar nisso sem precisar que alguém valide primeiro.
eu sempre fui muito do outro pro outro. dei muito, ofereci muito, estive muito. e a vida foi me puxando de volta pra mim, com gentileza e com firmeza ao mesmo tempo, me lembrando que ser boa pra quem você ama começa em ser boa pra você.
então hoje eu me prometo isso: me amar mais. me reconhecer mais. estar presente pra mim da mesma forma que eu sempre estive presente pra todo mundo.
hoje eu só quero dar um abraço bem apertado naquela menina de seis anos. olhar nos olhos dela e dizer que valeu cada sonho, cada caderno cheio, cada brincadeira sozinha. que tudo que ela imaginou virou real. que tudo que eu faço é por ela.
e sempre vai ser por ela.
⭐️ bem-vindo, 34.