31/05/2026
Deixe-me contar sobre uma sopa em um caldeirão que vi no céu.
Deitada em meu colchonete, olhando estrelas, havia fogueira, árvores e música.
Foi quando vi um enorme caldeirão que tomava conta de todo o céu e dentro havia um grande caldo e uma colher gigante misturava aquela “sopa”. Junto a essa visão, que se algum dia alguém me ler certamente julgará banal, veio a informação de que se tratava do “grande caldo da humanidade”, uma analogia simples que a sagrada medicina trouxe para me explicar: SOMOS TODOS UM.
Uma crença comum em diversas religiões, correntes filosóficas e até científica que compreende que compartilhamos um único campo de consciência universal.
Me foi explicado - naquele momento que pode ter durado horas ou uma fração de segundos, pouco importa porque eu me encontrava deslocada do espaço tempo - que todas as consciências estão dentro desse “cozido”, quando misturado ele tem um só grau de evolução, tudo é diluído.
Todas são, na verdade, fragmentos de uma só consciência e criam um denominador comum, um campo energético que representa a vibração do planeta.
Dia e noite, noite e dia, por milênios e milênios, nessa eternidade que já passou e na que ainda virá, estamos neste processo de depuração de consciência, vivendo vidas e
vidas e muitas vidas dentro de uma vida e muitas mortes dentro de vidas que vão nos lapidando e borbulhando dentro dessa vontade de crescer e expandir e ser cada vez mais
quem somos ou quem podemos ser?!
Quando nos curamos, curamos a todos. Quando ferimos o outro, ferimos a nós mesmos. Quando ajudamos um, estamos ajudando o Todo e assim, espera-se que um dia tomemos consciência de que não há transformação no egoísmo, não há como mudar o mundo sem mudar a si mesmo e servir. Nada é isolado. Cada ato importa.
Em um nível cósmico não existe separação, somos como uma teia conectada que busca expansão e libertação. Vivemos nesta espécie de caldeirão consciencial, em profunda fusão emocional e, se todos entendessem de uma vez por todas esta conexão, talvez quem sabe, a humanidade se cure, nem que seja por puro - veja só que profundo paradoxo - egoísmo.