08/03/2018
Hoje, Dia Internacional da Mulher, não é dia de celebração, mas de reflexão.
É dia para lembrar a todos que, apesar de inúmeros passos já dados e construídos rumo à igualdade de gênero, ainda precisamos lutar e resistir.
Lutar até quando não formos mais constantemente silenciadas, desvalorizadas e violentadas. Até quando nossas potencialidades, vontades, dons e talentos puderem ser livremente expressadas; sem podas, sem barreiras, sem medo.
Lutar até quando o sinônimo do feminino não for apenas fragilidade, beleza e afeto. Até quando não formos mais alvos de exigências estéticas e padrões que servem, exclusivamente, para nutrir uma sistemática conveniente para o outro.
Resistir a negação da naturalidade, que ainda mutila, desnutre, desconforta, trai as nossas próprias necessidades e bem-estar.
Resistir a corpos exigidos puros e inocentes, vazios de uma sexualidade própria. Corpos para dar prazer ao outro, mas raramente para sentir prazer. Corpos que não se conhecem, que não se tocam. Corpos sujos, pecaminosos, objetificados, tentadores. Corpos públicos, mas sem controle sobre seus ventres.
Hoje, é dia de lembrar que juntas somos mais fortes e que nossas diferenças somam. Não se deixem intimidar, enfraquecer ou calar.
Somos três mulheres.
Ph Roger Ballen Photography