Laura Salimen

Laura Salimen Artesanato com matéria prima natural. Inspirado na Pedagogia Waldorf. Feito com amor

Chegou a Mandala Lunar 2022A *Mandala Lunar* é um ótimo presente para mulheres, seja você mesma, uma amiga, filha, mãe o...
14/11/2021

Chegou a Mandala Lunar 2022

A *Mandala Lunar* é um ótimo presente para mulheres, seja você mesma, uma amiga, filha, mãe ou pessoa especial nesse final de ano.

A Mandala Lunar é um diário com o propósito de facilitar uma maior conexão com nosso corpo e também com a terra e os ciclos naturais, resgatando e unindo conhecimentos tradicionais e contemporâneos, arte e autoconhecimento em uma ferramenta curadora e transformadora para mulheres. A Mandala se organiza a partir da união do calendário solar e lunar trazendo maior conexão e percepção dos ciclos que se manifestam na natureza dentro e fora de nós.

Preço único para todo Brasil *R$80,00 + frete*

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Vendas no Moinhos de Vento/PoA e em Aldeia e Paudalho/PE.

Dia 4 de agosto, estarei no evento "As Ovelhas são Nuvens" a nossa Vivência com a Lã Natural.Na Casa Hermosa Novelaria, ...
01/08/2019

Dia 4 de agosto, estarei no evento "As Ovelhas são Nuvens" a nossa Vivência com a Lã Natural.
Na Casa Hermosa Novelaria, as 15h. Atividade aberta e gratuita.

“Celebrar”Tem dias que a gente faz tanta coisa que parece que o tempo se esticou. Logo cedo fomos para Candeia, dia de r...
08/04/2019

“Celebrar”

Tem dias que a gente faz tanta coisa que parece que o tempo se esticou. Logo cedo fomos para Candeia, dia de reunião de gestão e sábado letivo para as crianças. Uma fugidinha no intervalo do lanche e encontro o coletivo Cria na feira orgânica ali perto da escola. Histórias, lã suja, lavada, penteada, feltrada, fiada, tecida. Mãos curiosas encontram mãos habilidosas num fazer coletivo. Voltamos à escola a tempo do fechamento da reunião. Agora a comunidade transforma as salas em refeitório para receber amigos e conhecidos numa feijoada vegetariana. Casa cheia! Comida gostosa... Vontade de f**ar e ajudar na desmontagem, mas ainda há mais um compromisso importante: festinha de aniversário! Voltamos para Zona Sul. Crianças br**cando, chuva se armando... o parabéns se antecipa. A chuva chega e a festa na praça se desloca para a casa do aniversariante. Crianças br**cando, um círculo de mulheres e artes-manuais se forma naturalmente, homens no mercado “caçando” o jantar. Estou exausta, mas muito feliz. Bom ter um dia cheio. Cheio de vida: amigos, crianças, trabalho com sentido, comunidade unida, comida caseira, artes-manuais, praça, feira orgânica. Um dia para celebrar. Gratidão!

“Querer com(ns)ciência”Um casa novinha nós vamos ganhar. No alto do morro ela vai f**ar. Feita em madeira por muitas mão...
07/04/2019

“Querer com(ns)ciência”

Um casa novinha nós vamos ganhar. No alto do morro ela vai f**ar. Feita em madeira por muitas mãos que pregaram, lixaram e pintaram paredes e chão. Janelas no alto para iluminar e também na lateral para vista contemplar. Uma cozinha no canto para consagrar o alimento da horta. Estarem todos bem nutridos, é isto que importa. Armários bonitos também em madeira, guardam relíquias da vida inteira. O vento sopra e as cortinas levanta. Que vista bonita tem sua varanda! Não falta mais nada, somente suas crianças.

“Dançar pra não dançar”Sinto o corpo esgotar as energias. É aquele jogo entre demandas do mundo material versus a vida v...
07/04/2019

“Dançar pra não dançar”

Sinto o corpo esgotar as energias. É aquele jogo entre demandas do mundo material versus a vida viva que quer pulsar. Sinto-me presa no acúmulo de trabalho. Tem dias que parecem não render nada... por mais que se esforce. E a cabeça que não ajuda e f**a fazendo listas das coisas a ainda a serem feitas. Fora aquele sentimento de querer abraçar o mundo. Faço parte de duas escolas associativas. Tem noção? É muito! Mas sempre tem mais uma comissão para se engajar, claro. Coração diz que é março ainda, vamos lá! Mas eis que o corpo responde: atenção! É preciso equilíbrio. Pensar, sentir e querer em movimento constante. Movimento que gere alegria de viver. Para a alegria gerar disposição. A disposição gerar vitalidade. E vitalidade produzir tempo. Seguimos.

Quarta-feira é meu dia de descanso após a terça cheia. Acordo mais tarde (ou seria nem tão cedo?) passo a manhã fazendo ...
07/04/2019

Quarta-feira é meu dia de descanso após a terça cheia. Acordo mais tarde (ou seria nem tão cedo?) passo a manhã fazendo n-a-d-a. Aquele nada gostoso e sem culpa. Quarta de manhã tem sido meu novo domingo. Lá pelas 13h o filho chega da escola, almoçamos e passamos a tarde juntos. Combinamos que seria o nosso dia, meu e dele. Acontece que o trabalho acumulou... a semana se encurtou e era preciso trabalhar no neste dia. Então compartilhamos a mesa da sala, de um lado eu e minhas costuras, do outro ele e os ovos de Páscoa. Agora que está no primeiro ano, quer continuar as vivências da manhã à tarde. Neste dia tinham enfeitados casquinhas de ovos com giz de cera derretido. Não precisei fazer muito além de orientar onde tinha vela, fósforo e uma bandeja para proteger a mesa. “Não pode f**ar nenhum pedacinho de casca aparecendo, hein?!” Ouço a voz da professora na sua fala. Aliás, volta e meia a vejo nos novos gestos e postura de menino de primeiro ano. Enquanto o trabalho dele é livre e de pura experimentação, o meu é mecânico e de pura forma. Preciso focar no meu trabalho, terminar as costuras no avesso, desvirar, costurar, passar... vários processos. Só tínhamos dois ovos, um para mim e um para ele. O meu eu fiz rapidinho para poder seguir no trabalho, mas o dele ele dedicou um bom tempo. Contemplo o menino de canto de olho e me delicio com o que vejo. A mão pequena de dedinhos longos br**ca com o giz colorido no fogo. Concentrado, está com olhar fixo na ponta do giz esperando escorrer a gota quente. Parece se divertir mais esquentando o giz do que pintando. Demora para escolher a próxima cor, tem a vida toda pela frente. Manter a chama acessa é o desafio. A gota de cor não pode pingar na chama ou apagará o fogo. A vela branca agora está colorida, mesclando todas as cores disponíveis do estojo. Vida é cor, vida é agora... não vou abrir mão de estarmos juntos no nosso dia. Quarta é dia de mãe e filho!

”Só sei o que sinto”Esguedelhar. Palavra esquisita, né? Os adultos até questionaram a existência dela. Pensaram que eu t...
30/03/2019

”Só sei o que sinto”

Esguedelhar. Palavra esquisita, né? Os adultos até questionaram a existência dela. Pensaram que eu tinha inventado. Adultos... mania de achar que sabem tudo. O que não entende, desmerecem, dizem ser invenção, fantasia... Mas hoje as crianças e eu esguedelhamos. O gesto de esguedelhar é lindo, minucioso, delicado. Não precisa de explicação. Precisa de calma, sentar ereto, respirar tranquilo. Qualquer pessoa é capaz de esguedelhar. Mas quando o gesto não é sentido e sobe à cabeça, o pensamento trava o movimento. Não consigo! Repetia a criança insistentemente com todas as letras: eu não consigo! E eu, respiro. Convido a sentar-se ao meu lado e fazermos juntas. Parece funcionar por um tempo, mas a tensão entre mãos e cabeça não deixa o ar penetrar a lã que recusa-se a desprender-se. Diminuo o volume de suas mãos, na tentativa de facilitar o fluir do gesto. Mas as mãos seguem tensas. Ela não vai conseguir sozinha. A essa altura já percebo o suor escorrer no canto do rosto. Respiro profundamente. Procuro palavras que tragam leveza para aquela pequena criança-adulto ao meu lado. Repito o movimento exageradamente lento em frente às suas mãos: olha que linda a minha nuvem! A criança expira. Agora está no céu. Alívio. Consegue acariciar a lã e uma nuvem também surge nas suas mãos. Com ela brota um sorriso nos lábios, ainda que os olhos inseguros questionem: assim está bom professora? Está muito boa, gordinha e alegre. Vamos fazer outra?

“Improviso silêncios”A história tem sido a mesma desde o início do ano, com pequenas variações. O pescador ora sobe a po...
30/03/2019

“Improviso silêncios”

A história tem sido a mesma desde o início do ano, com pequenas variações. O pescador ora sobe a ponte, ora entra em seu barco para pescar no lago. Vivenciamos, uma época inteira, o movimento com o corpo todo. Fomos fortes pescadores do tipo que joga rede e puxa com firmeza seus peixões pescados (é preciso corpo para br**car!), usamos nossas mãos para pescarmos grandes peixes e com a ponta dos nossos dedos apanhamos pequenos peixinhos. Hoje, seria um dia especial, cada pescador iria ganhar aquela que será a nossa companheira ao longo do ano: a vara (conhecida também como agulha de crochê). Acontece que um deles não apareceu, então guardei a surpresa para nosso próximo encontro. E o planejado teve que ser revisto e improvisado. Peguei o grande novelo de barbante cru e passamos a aula fazendo pequenos novelos. Subitamente o som das cortinas voando por conta da leve brisa que entrava pela janela da sala pareceu-me alto. Entramos no tempo fora do tempo. Os meninos estavam mais concentrados do que nunca antes visto. Seus os olhos estavam fixados na ponta de suas mãos. As bocas pareciam abrir-se lentamente. Os dedos da mão esquerda seguravam com cuidado o pequeno novelo enquanto os da mão direita dançavam com o fio de dentro para fora e de volta para dentro e para fora, de um lado para o outro. E a professora se ria por dentro, admirada com o feito inesperado. Parece que finalmente chegamos no ponto de virada. Enrolei a turma e ganhei um belo presente chamado pensamento. Quando o silêncio chega em sala, a aula acontece.

”Ovos”A lua cheia brilha no céu, redonda e branca. No alto do galho seco, repousa um ninho muito bem estruturado e forra...
26/03/2019

”Ovos”

A lua cheia brilha no céu, redonda e branca. No alto do galho seco, repousa um ninho muito bem estruturado e forrado com palha, folhas e p***s. Mas algo está faltando ali. Apesar de toda dedicação investida naquele pequeno abrigo, o ninho está vazio. O que faz ali um ninho sem ovos? Aguarda. Porem, nos galhos mais baixos, onde ainda restavam as últimas folhas verdes da árvore, acomodam-se pequenos e frágeis ovos. O que fazem ovos sem um ninho? Quem os teria deixado lá? Como pode deixar seu ovos expostos assim, sem proteção alguma?! Confia na vida. Esta árvore está morrendo, mas a vida insiste em renascer nela.

“Sobre.viver na cidade, como?”Observar o fenômeno, cartografar, evitar o julgar. É um mantra, um exercício de pesquisa. ...
24/03/2019

“Sobre.viver na cidade, como?”

Observar o fenômeno, cartografar, evitar o julgar. É um mantra, um exercício de pesquisa. Um desafio enorme. Eu adoro romã. Tenho o privilégio de ter uma árvore plantada no pátio do prédio onde moro. Daqui de cima do quarto andar, observo o movimento da planta e sua insistência em permanecer viva num espaço onde nem todos habitantes a consideram um ser vivo. Moro em um lugar onde as plantas existem pelo simples fato de que alguém plantou antes. Árvores são consideradas coisas que dão trabalho e sujam muito. E as que dão frutos então, nem se fala. A romã estava carregada de frutos verdinhos querendo avermelhar. Mas os malditos passarinhos começaram a bicar e fizeram uma sujeira! Até fui chamada pelo funcionário do prédio. Ele sabe que os habitantes da nossa unidade são os únicos que gostam da romã. Ele acompanha nosso movimento quase que diário de observar a planta. O funcionário insistiu que eu pegasse as frutas do pé. Expliquei a ele que elas não estavam prontas. Olha, apontei, estão verdes ainda! Precisam de muito sol e muita chuva para f**arem vermelhinhas, brinquei. Sabe, estamos ansiosos para que abril chegue, pois é época de colher a romã. Pelo menos quando esta pobre árvore consegue nos oferecer seus frutos. A última Páscoa que ela nos deu colheita foi há dois anos. Vai ver que fizeram a poda errada nos últimos, provoquei. E ele me disse: ah, é verdade! A poda é nos meses que não tem R, né! Senti um alívio. Os frutos estão seguros! Hoje, quando o nosso mais velho chegou, pedi a ele que olhasse por cima do muro para ver se a romã já tinha mudado de cor. Mas o guri não encontrou romã nenhuma. Grande ilusão. Podaram a árvore.

“Transformar pelo em pele”A feltragem molhada é uma técnica deliciosa. Basta um pouco de lã, água morna e sabão para com...
22/03/2019

“Transformar pelo em pele”

A feltragem molhada é uma técnica deliciosa. Basta um pouco de lã, água morna e sabão para começar. A principal ferramenta que utilizamos são nossas mãos. É através delas, que repousamos fibra sobre fibra em diversas camadas e, sutilmente, esfregamos até sentirmos a lã unir-se. Formar um corpo. Hoje, feltrei uma bolsa de água quente pela primeira vez. Escolhi quatro tons de azul e comecei o trabalho criando uma espécie de caminha para a ela vazia repousar. Depois repeti o gesto e tramei novas camadas de lã. Joguei um pouco de água morna, já ensaboada, sobre a peça e comecei a acariciá-la. No meio do processo, surge a ideia de encher a bolsa com água quente e a experiência mudou de perspectiva. Diferentemente da sensação de trabalhar o objeto vazio e plano, ao torná-lo volumoso, com peso e calor, experimentei a feltragem molhada como cuidado de si e do outro. Agora sentia como se estivesse plasmando a pele de um bebê. A pega do objeto era a mesma de quando banhamos um recém nascido, pois a bolsa, assim como o ele, possui o corpo mole e o pescoço firme. Virava a bolsa e lembrava dos primeiros banhos dados no filho. A sensação era a semelhante. Brincou de banhar e com uma fraldinha, secou e deixou repousar seu bebê-bolsa de 2kg na varanda. Dorme bem, disse a ele, amanhã te esvazio. Feltrar um objeto é transformar o pelo em nova pele sobre um corpo outro.

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