26/01/2014
Eu Aprendi
Eu Aprendi...
“...que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto...que não importa o quanto certas coisas são importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las... Que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.
Eu aprendi.....que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando...que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida...que por mais que você corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.
Eu Aprendi...
Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.
Que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei... Que eu preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.
Eu Aprendi.....que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem...que perdoar exige muita prática...que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.
Eu Aprendi.....que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar a minha vida...que eu posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel...que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, será uma tragédia para o mundo se eu conseguir convencê-la disso.
Eu Aprendi.....que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, que eu tenho que me acostumar com isso...que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro...que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.
Eu Aprendi.....que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas minhas escolhas que eu fiz quando adulto...que numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver...que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem...que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também serei machucado, isso faz parte da vida...que minha existência pode mudar para sempre em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes...que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.
Eu Aprendi.....que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério...que amigos não são para guardá-los no peito, e sim para mostrá-los que são amigos...que certas pessoas vão embora de qualquer maneira...que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.
Viva Bem !!!
Viva o melhor possível !!!”
Postado por Marcio Andrei às 21:16 Nenhum comentário:
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Estamos obcecados com "o melhor".
“Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor”.
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça – e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos.
Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo...
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?”
Leila Ferreira