Boneca Pretta

Boneca Pretta Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Boneca Pretta, Moda e design, Rio de Janeiro.

Com o objetivo de apresentar Barbies que nunca serão produzidas pela marca, está página tem como missão exaltar a cultura preta que ainda é cercada de preconceitos.

Consagrada como uma das maiores vozes de todos os tempos, Whitney Houston elevou os padrões da música, sendo lembrada co...
09/08/2023

Consagrada como uma das maiores vozes de todos os tempos, Whitney Houston elevou os padrões da música, sendo lembrada como uma cantora que fez história. Multipremiada, ela foi sucesso de crítica e público, não apenas por sua técnica que beirava à perfeição, mas por transmitir uma emoção pura em todos os seus trabalhos.
Natural de Beverly Hills, Whitney Houston nasceu em 1963, numa família com bastante contato musical. O talento de Whitney Elisabeth Houston foi descoberto aos 11 anos, quando cantava com o coral gospel da Igreja Batista New Hope. Aos 15 anos, já se apresentava como backing vocal, acompanhada por sua mãe. Aos 18, apareceu na capa da revista Seventeen – feito inédito para jovens negras – e, aos 20, assinou contrato com a gravadora que a acompanharia em toda a sua carreira, a Arista Records.
Seu primeiro álbum, Whitney Houston, foi lançado em 1985 de forma até discreta. A primeira música que chamou atenção foi You Give Good Love, que começou a fazer barulho nas rádios e levou as vendas do disco a subirem.
Contudo, foi com sucessos como The Greatest Love Of All, Saving All My Love e a atemporal How Will I Know que ela atingiu outro patamar. O jornal The New York Times, na época, afirmou que Whitney foi um ícone importante para o movimento da música negra.
Uma vez que ela se tornava uma das principais cantoras da época, os tabus e recordes começaram a ser quebrados. Seu segundo álbum, Whitney, foi o primeiro de uma mulher a estrear no topo da parada de discos da Revista Billboard. I Wanna Dance With Somebody se tornou um hit instantâneo, pegando o primeiro lugar.
Alçada ao estrelato, Whitney Houston encontrava novas facetas e oportunidades para brilhar, chegando a cantar o tema das Olimpíadas de 1988, One Moment In Time.
Lançada como single, a canção conquistou o público e se tornou mais um dos momentos memoráveis da biografia da diva. Mas foi “The Bodyguard” (“O Guarda-Costas”), de 1992, que confirmou Whitney Houston como uma das artistas mais vendidas de todos os tempos.
“The Bodyguard” é primeira trilha sonora a vender mais de um milhão de cópias em apenas uma semana. A produção contava com várias canções da artista na trilha sonora, como a original I Have Nothing.
Mas nada se compara àquela que é a música de maior sucesso de Whitney: I Will Always Love You. “I Will Always Love You” é considerado o maior hit dos anos 1990; a segunda música de maior sucesso da história.
Flertando mais com o R&B, a cantora entrou na vibe do momento, e conseguiu bom desempenho com novos trabalhos, como My Love Is Your Love, e aquela que é uma das maiores canções de término de relacionamento, It’s Not Right, But’s Okay.
Apesar de ser uma artista popular e com muitos fãs, Whitney também lutava contra a depressão desde a adolescência. Para amenizar os sintomas, ela começou a usar dr**as, como co***na e maconha, além das bebidas alcoólicas. O casamento com Bobby Brown foi cheio de turbulências. Os abusos dos dois eram constantes e até mesmo casos de agressão contra a cantora foram reportados durante os 12 anos de casados. A atmosfera pesada e o sofrimento constante acabaram afetando o desempenho da artista.
As coisas ganharam um novo contorno com o divórcio dos artistas em 2007. Whitney retomou a sua personalidade e partiu para uma nova fase musical.
Dois anos mais tarde, ela lançou seu sétimo álbum de estúdio, I Look To You, com uma sonoridade gospel, que trouxe uma mensagem de renovação, o que foi bem recebido pela crítica.
A perseguição e as ameaças do ex-marido e o afastamento da terapia ocasionaram o retorno de um quadro depressivo, levando a uma recaída da cantora.
A última apresentação de Whitney Houston acontece em 9 de fevereiro de 2012, quando canta “Jesus Loves Me“. Dois dias depois, a artista é encontrada morta em um quarto de hotel, submersa na banheira. Na cena, ainda, álcool e dr**as.
Whitney Houston teve vida física curta, mas é lenda. Sua história é contada em documentários e filmes que apontam para a impossibilidade de existir, sendo quem sempre foi! Mulher, preta, do subúrbio, com todas as dores ancestrais de seu povo, sem pré-conceitos, livre para o amor. Com mais de 400 milhões de cópias vendidas, Whitney Houston impactou a indústria musical, como uma das mulheres negras mais sucedidas da história, com sua voz e talento indiscutíveis.

Começamos a semana do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e caribenha e nada mais justo do que começar relembrando mulh...
24/07/2023

Começamos a semana do Dia da Mulher Negra Latino-Americana e caribenha e nada mais justo do que começar relembrando mulheres negras que fizeram e fazem história.
Todos nós sabemos que mulheres negras precisam ser 10 vezes mais corajosas e fortes durante a vida. Na sociedade ra***ta e machista que vivemos, a mulher negra sempre será a mais desrespeitada e desvalorizada, seja no campo que for.
Essas mulheres são muito fortes e inspiradoras e fizeram história, seja na história geral, mudando a estrutura ou na vida pessoal e emocional de cada pessoa.
Enfim, a pergunta tem várias interpretações e todas elas são validas.

O Dia do Zé Pelintra é comemorado em 7 de julho na cidade do Rio. Ícone e entidade de muita luz e sabedoria da umbanda, ...
07/07/2023

O Dia do Zé Pelintra é comemorado em 7 de julho na cidade do Rio.
Ícone e entidade de muita luz e sabedoria da umbanda, o Zé Pelintra representa uma figura de encantamento, porém foi um revolucionário ao dar novo significado para a arte dos menos favorecidos, que era marginalizada. Para homenageá-lo, a Câmara do Rio aprovou a Lei nº 7.549/2022, que cria o Dia do Zé Pelintra, comemorado na cidade do Rio todo dia 7 de julho.
A importância religiosa da figura de Zé Pilintra inscreve-se na lógica da expansão da população brasileira e das migrações nordestinas para o Sudeste.
Traduz, a seu modo, os desafios dos desvalidos de toda sorte, sobretudo os homens negros, que para sobreviver sem dinheiro nem oportunidades tiveram que dar seu “jeito”, que se virar e usar toda sua malandragem e esperteza.
O Zé Pelintra possui um santuário na cidade do Rio de Janeiro, que se localiza no bairro da Lapa. Seu jeito descontraído e irreverente tem identificação com o carioca, um arquétipo do malandro, cheio de ginga e jogo de cintura. Uma das entidades mais populares de matriz africana, Zé Pelintra é citado, muitas vezes, em artes, como pinturas, obras literárias e poéticas e na música.
Senhor da resiliência, mestre do jogo de cintura, das rodas de capoeira. Navalha no bolso, chapéu panamá, sapato lustrado, andar leve e altivo.
Pai do “jeitinho brasileiro”, pai dos desprovidos. Essa malandragem que o povo brasileiro herdou do negro foi condição indispensável para sobreviver às hostilidades da discriminação e do racismo. Saravá, Seu Zé!

Luiz Gonzaga nasceu em Exu, Pernambuco, filho de Januário e Santana. Nasceu em 13 de dezembro de 1912. Ele chegou a serv...
29/06/2023

Luiz Gonzaga nasceu em Exu, Pernambuco, filho de Januário e Santana. Nasceu em 13 de dezembro de 1912. Ele chegou a servir o exército por dez anos, mas seu sonho era possuir um acordeão e se tornar um acordeonista. Um dia, o Sinhô Aires lhe deu um. Luiz começou a tocar, fascinado, autodidata, tornou-se um grande acordeonista e fez do acordeão sua marca registrada.
Desde 1939, Gonzaga se dedica à música na cidade do Rio de Janeiro, tocando em manguezais, marinas, bares, ruas e shows de cabaré na Lapa. Começou a participar do programa de calouros, inicialmente sem sucesso, até que no programa de Ary Barroso, na Rádio Nacional, mostrou uma de suas músicas “Vira e mexe” e conquistou o primeiro lugar.
Desde então participou de vários programas de rádio, até ser convidado para gravar como solista em 1941. Desde então, o talento do Rei do Baião começa a ser reconhecido.
No mesmo ano, tornou-se sócio do cearense Humberto Teixeira, com quem estabeleceu o ritmo do baião, compondo canções com foco na cultura e costumes nordestinos.
E foi com Humberto que compôs um dos seus grandes sucessos, "Asa Branca". Asa Branca, se tornou um hino do Nordeste, nos desperta para a grande seca de 1915, que Raquel de Queiroz descreve em seu livro “O Quinze”.
Ele continua produzindo programas de rádio e gravando solos de acordeon. A partir de 1943, Luiz Gonzaga passou a usar roupas típicas do cangaceiro, substituindo-as posteriormente por jeans, em suas apresentações.
Embora sua relação com a música não se limite aos ritmos nordestinos, Luiz Gonzaga é muito importante para esse estilo musical tido como alicerce da cultura nordestina e brasileira.
A música nordestina integra diferentes ritmos, cores e expressões, possui características nacionais únicas e é sinônimo de mestiçagem cultural. O objetivo da trajetória e história de Luiz Gonzaga é demonstrar através da música a riqueza da região e as duras realidades enfrentadas pelo povo sertanejo do Nordeste.
Cantou com o acompanhamento de sua inseparável sanfona e percorreu o país com baião, xaxado, xote e forró.
Em 1950, o pernambucano fez sucesso com “Cintura Fina” e “A Volta da Asa Branca” com seu novo parceiro Zé Dantas. Essas canções deram início a uma era de ouro para a música nordestina, e Luís Gonzaga foi nomeado Rei do Baião.
Um dos momentos de sucesso de Luiz Gonzaga foi quando cantou para o Papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil em 1980. Outro dia extraordinário aconteceu quando Luiz Gonzaga trouxe sua sanfona cantando em frente à Torre Eiffel em Paris, França.
O Rei do Baião retrata em suas canções a pobreza e a injustiça do Sertão nordestino. Foi o artista mais vendido no Brasil entre 1946 e 1955. Seu legado é respeitado até hoje.

Quem está ao lado de Xangô, não tem o que temer. Kaô Kabiecillê!Xangô, Shango, Sango ou, na Bahia, Badé, é o orixá da ju...
24/06/2023

Quem está ao lado de Xangô, não tem o que temer. Kaô Kabiecillê!
Xangô, Shango, Sango ou, na Bahia, Badé, é o orixá da justiça. É um deus da mitologia africana que controla raios, trovões e expele fogo pela boca.
Senhor da Justiça, o Orixá da Lei. Conhecido como o rei de Oyó, Xangô é considerado o rei de todo o povo iorubá. Forte, valente, destemido e justo. Era temido, e ao mesmo tempo adorado. Seu instrumento é o Oxé, um machado de duas lâminas, pois ele olha os dois lados toda situação.


Orixá da justiça, Xangô é símbolo de força e racionalidade, representando a criação das leis que regem o cosmo e do cumprimento da lei do retorno. O axé deste Orixá se encontra principalmente nas pedreiras que é o local terreno onde a energia espiritual de Xangô vibra mais. O principal instrumento de Xangô é o oxé que consiste em um machado de duas lâminas. Este machado representa a justiça em si, pois reflete a imparcialidade de Xangô, analisando os dois lados de uma situação.
Primeiramente, é importante destacar que Xangô realmente existiu, conforme as histórias do Candomblé que valorizam a ancestralidade contam. Por isso, ele já esteve encarnado como o rei de Oyó e era um rei poderoso que administrava seu reino com imparcialidade e forte senso de justiça, além de ter alto poderio na guerra.
As saudações a Xangô são Kaô Cabecile e Opanixé ô Kaô, tendo pequenas variações no modo em que se escreve cada uma delas. O significado de Kaô Cabecile é “venham saudar o rei”, sempre que esse Orixá manifesta seu axé no plano físico.
Há um itã que conta a origem de Xangô como Orixá, no qual ele vai testar uma nova ferramenta com Iansã, já que este Orixá sempre levou consigo pedras que soltam fogo e incendeiam para as batalhas. Porém, essa nova ferramenta é muito forte e incendeia o reino de Oyó. Profundamente abalados, Xangô e Iansã encerram suas vidas terrenas e se tornam Orixás.
Porém, vale lembrar que assim como em outras religiões, os itãs retratam metaforicamente os componentes da religião. Dentre esses componentes, eles podem mostrar forças opostas, valores e muitas outras lições. Por isso, não devem ser interpretados de modo literal por alguém que estejam estudando a religião.
Xangô foi casado com três mulheres. Iansã, o grande vendaval, a charmosa, era a esposa que se vestia de fogo e comia pimenta crua. Com Iansã, Xangô dividia a sua causa. Foi a sua primeira esposa e a única que o acompanhou por toda vida. Oxum, era rica, vaidosa, a senhora de Yjexá. A graciosa rainha que se vestia de ouro. Foi a segunda esposa de Xangô e a mais amada. Apenas por Oxum, Xangô perdeu a cabeça, só por ela chorou. A terceira esposa de Xangô foi Oba, a guerreira, poderosa e feiticeira. A mais velha e ciumenta dentre as esposas. A que fazia de tudo para agrada-lo. Obá o amou e não foi amada. Abdicou da sua vida para viver por Xangô, foi capaz de mutilar o seu próprio corpo por amor.

O sincretismo religioso assumiu um papel muito importante para a preservação das raízes africanas no Brasil, já que na terrível época da escravidão, os escravos eram proibidos de cultuar seus deuses, sendo obrigados a ir às missas católicas. Mesmo assim, não queriam abdicar de suas raízes lá do tempo em que estavam na África, o que fez com que eles substituíssem cada santo por um Orixá. Xangô é sincretizado como São Jerônimo, São João Batista, por isso seu dia é comemorado em 24 de junho e também 30 de setembro.
THOR x XANGÔ
As histórias de Thor têm igual cunho religioso como as de Xangô. Ambos são deuses envoltos de outros deuses, cada um com uma característica. A religiosidade nórdica é aceita e consumida pela maioria das pessoas. Mas a afro-brasileira geralmente é insuportável por esses mesmos.
Atenção: não estamos contra o Thor, mas sim promovendo uma reflexão sobre a forma que aceitamos e absorvemos mitologias e histórias de diversos lugares sem questionar e demonizamos mitologias e histórias de origem negra, mesmo que elas sejam basicamente iguais.
Outras culturas, inclusive as religiosas, não são como vírus que vão entrar em nosso organismo e mudar nossas crenças. É possível conhecer e respeitar sem se converter.

A primeira virtude ensinada por esse Orixá é a paciência para atingir os objetivos, evitando jogadas precipitadas para atingir a um determinado fim. Xangô ensina as pessoas a serem mais racionais diante das adversidades, sem sucumbir às emoções e sair projetando raiva nos outros, o que torna a pessoa que não faz isso ser de uma convivência muito mais agradável. Mesmo assim, o ensinamento mais importante de Xangô se centra em sua principal virtude: a justiça. Sendo assim, esse Orixá ensina a humanidade acerca da importância de agir com retidão, sendo justo nos momentos mais difíceis e mantendo essa prática no dia a dia.
Já que o machado desse Orixá corta para os dois lados, é importante que você também esteja atento às suas atitudes e saiba que você também poderá ser injusto em determinados momentos da vida. Por isso, Xangô te ensina a pedir por misericórdia para o outro, para que você também se beneficie.

Obá Xirê! A rainha poderosa.Guerreira e de grande força, Obá é a rainha do rio Níger. Está sempre pronta para lutar pelo...
30/05/2023

Obá Xirê! A rainha poderosa.
Guerreira e de grande força, Obá é a rainha do rio Níger. Está sempre pronta para lutar pelo que acredita e defende. Filha de Iemanjá e Oxalá, a Orixá Obá é senhora das águas doces revoltas. Anda ao lado de Nanã, por isso também tem controle sobre o barro e as enchentes. Além disso, é ela quem pode transformar os alimentos do seu estado cru para o cozido.
Em toda a África Obá era cultuada como a grande deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Iyá Agbá, e mantém estreitas relações com as Iya Mi. Era uma mulher forte, que comandava as demais e desafiava o poder masculino.
Embora Obá se tenha transformado num rio, é uma deusa relacionada ao fogo. Representa a mulher cuja força bruta e a disputa com os homens imperam no lugar da sedução e vaidade, e da alegria e sensualidade. Entretanto, ela é mais que isso. Ela é uma mulher muito forte que foi ferida, abandonada.
Ela é considerada a maior representante da ancestralidade feminina. Obá é saudada como a Orixá amor e da Paixão incontrolável, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar.
Obá e Oxun desenvolvessem uma grande rivalidade entre elas, por isso, em África se constata que o encontro do rio Obá com o rio Oxum é muito agitado. Devido à disputa das rainhas yabás pela preferência de Xangô.
A força física por qual a Orixá é conhecida representa o poder feminino na luta, essas características a fazem ser temida por todos os outros. Os Ians a respeito dessa figura contam que, desde que a disputa seja honesta, ela consegue derrotar qualquer um. Sua única luta perdida foi contra Ogum, que foi mais esperto na hora do combate.
Para saudar a deusa da guerra basta dizer: Obá siré, que significa “rainha poderosa”. A rainha da guerra nos ensina sobre a força e a potência que habita dentro de nós, ela nos lembra a necessidade de lutar por aquilo que acreditamos e pelo que queremos. Obá é a voz da profecia que reverbera a lição de que as mulheres não são inferiores aos homens e que podem, inclusive, vencê-los em batalhas.

Feliz dia das mães ❤Quem foram seus antepassados? Qual a trajetória da sua família? O apagamento de registros históricos...
14/05/2023

Feliz dia das mães ❤
Quem foram seus antepassados? Qual a trajetória da sua família? O apagamento de registros históricos oficiais e o silenciamento do povo negro oculta intensas trajetórias de sobrevivência, resistência e legados.
A ancestralidade é a herança ou a linhagem de uma pessoa. Tais raízes constituem parte importante da identidade de grupos ou pessoas.
A ancestralidade ou ascendência biológica se refere à linhagem e raízes familiares com base na herança genética. Ancestralidade cultural abrange os costumes, crenças e tradições transmitidos por seus predecessores. A cultura é importante para a formação da identidade de uma pessoa, pois muitas vezes gera orgulho e sentimento de pertencimento.
Quando se pensa em ancestralidade, é muito comum que se faça menção a eventos muito antigos ou a pessoas muito velhas. Pessoas mais velhas são aquelas que, muitas vezes, detêm a sabedoria da vida.
Na perspectiva africana e afro-brasileira, a ancestralidade nem sempre referir-se a quem é mais velho. Muitas vezes, se refere a quem veio primeiro. Numa roda de capoeira ou em casa de candomblé, o mais velho nem sempre é quem tem mais anos de vida, mas quem tem mais anos vivenciando aquele espaço.
Viver a ancestralidade é, muitas vezes, olhar para trás para saber para onde se quer chegar e entender o que se busca no futuro. Para muitos povos africanos, há grande valorização do passado.
Olhar para trás significa lembrar das suas origens, dos valores e crenças que definiram quem você é hoje. Olhar para trás é ver suas raízes, seus ancestrais e saber o quanto essas pessoas lutaram, evoluíram para que hoje você estivesse aqui, com mais possibilidades de escolha e exercício da sua autonomia.
Podemos proporcionar hoje às crianças essa educação que valoriza: quem somos, nossas lutas, a cor da nossa pele, a textura de nossos cabelos, etc. Então, convido você, que faz parte da família de uma criança negra, a introduzir na educação dessa criança esse amor e honra por quem nós somos. E para a família de crianças brancas, ensine-os a respeitar e valorizar a nossa identidade e ancestralidade negra.

13 de maio de 1888 – A falsa abolição“Será… Que já raiou a liberdade ou se foi tudo ilusão?Será… Que a Lei Áurea tão son...
13/05/2023

13 de maio de 1888 – A falsa abolição
“Será… Que já raiou a liberdade ou se foi tudo ilusão?
Será… Que a Lei Áurea tão sonhada há tanto tempo assinada não foi o fim da escravidão?
Hoje dentro da realidade onde está a liberdade? Onde está que ninguém viu?
Moço, não se esqueça que o negro também construiu as riquezas do nosso Brasil
Pergunte ao criador quem pintou esta aquarela
Livre do açoite da senzala preso na miséria da favela”
Samba da Mangueira de 1988
No dia 13 de maio de 1888, a princesa regente Isabel de Bragança assinava a Lei Áurea terminando oficialmente a escravidão no Brasil.
"Isabel de Bragança e Orleãs, mais conhecida como princesa Isabel"
No livro, "O castelo de papel: uma história de Isabel de Bragança" da pesquisadora e professora Mary del Priore, Isabel é descrita como uma aristocrata sem interesse na política e desconectada da causa abolicionista.
“Ela tinha escravos, escravos que tinham nem sequer rosto, que ela registra em seus escritos como ‘negrinha’, ‘escravo de quarto’, ‘negros’ ou ‘pretos’. Não é uma pessoa que tivesse um envolvimento direto com a questão. Ela só assinou a Lei do Ventre Livre porque seu pai estava em viagem pela Europa, assim como ocorreu 17 anos depois, quando Isabel firmou a Lei Áurea, "abolindo" a escravidão no Brasil.” Afirma a pesquisadora.
Milhares foram abandonados nas ruas, sem ter o acolhimento do Estado. Sem ter onde morar, sem saber ler e escrever, negros e negras reuniram-se nos quilombos em condições precárias e distantes dos centros urbanos para, unidos, tentarem sobreviver.
A proclamação da República, no ano seguinte, manteve no poder a elite com seu ódio ao negro livre, sua incapacidade de reconhecer humanidade naqueles que eram sua propriedade até ontem. Essa é a base ideológica da formação do Brasil republicano. E perdura até agora.
Foi nessa época que o Estado teve a ideia de erradicar a presença negra no Brasil. Como? Por um lado, a embranquecendo com a imigração europeia, por outro a repressão mais brutal contra aqueles que nada possuíam posses, que eram proibidas aos negros “livres”.
Não deu certo. Os negros não sumiram assim do nada. A burguesia brasileira formulou então uma mentira tão descarada como ela mesma: a colonização pacífica e o mito da democracia racial.
Proposto pelo professor e pesquisador gaúcho Oliveira Silveira, em 1971, o 13 de maio passou a ser considerado o Dia Nacional da Denúncia Contra o Racismo, para oficializar a falsa liberdade concedida e a representatividade.
O 13 de maio é um símbolo da mentira sobre o que é o Brasil e como ele foi uma das nações mais desiguais do mundo. Foi mais de 300 anos de escravidão contra apenas 133 anos de uma falsa liberdade. Esta data deve ser lembrada como mais um dia de resistência, e não como uma data comemorativa. A escravidão trouxe consigo as mazelas do racismo que reflete nas taxas de desemprego, na miserabilidade, nos altos índices de morte, no flagelo e na violência que negros e negras continuam sofrendo.

“Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento...”SINOPSE MANGUEIRA 2019 - “HISTÓRIA PRA NINAR GENTE GRANDE é um olha...
22/04/2023

“Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento...”

SINOPSE MANGUEIRA 2019 - “HISTÓRIA PRA NINAR GENTE GRANDE é um olhar possível para a história do Brasil. Uma narrativa baseada nas “páginas ausentes”. Se a história oficial é uma sucessão de versões dos fatos, o enredo que proponho é uma “outra versão”. Com um povo chegado a novelas, romances, mocinhos, bandidos, reis, descobridores e princesas, a história do Brasil foi transformada em uma espécie de partida de futebol na qual preferimos “torcer” para quem “ganhou”. Esquecemos, porém, que na torcida pelo vitorioso, os vencidos fomos nós.
Ao dizer que o Brasil foi descoberto e não dominado e saqueado; ao dar contorno heroico aos feitos que, na realidade, roubaram o protagonismo do povo brasileiro; ao selecionar heróis "dignos" de serem eternizados em forma de estátuas; ao propagar o mito do povo pacífico, ensinando que as conquistas são fruto da concessão de uma “princesa” e não do resultado de muitas lutas, conta-se uma história na qual as páginas escolhidas o ninam na infância para que, quando gente grande, você continue em sono profundo.’’

“O termo “DESCOBRIMENTO” ainda é recorrente quando, na verdade, a chegada de Cabral às terras brasileiras representou o início de uma “CONQUISTA”. E, ao ser ensinado que foi “descoberto” e não “conquistado”, o senso coletivo da “nação” jamais foi capaz de se interessar ou dar o devido valor à cultura indígena, associando-a “a programas de gosto duvidoso” ou comportamentos inadequados vistos como “vergonhosos”.
Comemoramos 500 anos de Brasil sem refazermos as contas que apontam para os mais de 11.000 anos de ocupação amazônica, para os mais de 8.000 anos da cerâmica mais antiga do continente, ou ainda, sem olhar para a civilização marajoara datada do início da era Cristã. Somos brasileiros há cerca de 12.000 anos, mas insistimos em ter pouco mais de 500, crendo que o índio, derrotado em suas guerras, é o sinônimo de um país atrasado, refletindo o descaso com que é tratada a história e as questões indígenas do Brasil. Não fizeram de CUNHAMBEMBE – a liderança tupinambá responsável pela organização da resistência dos Tamoios – um monumento de bronze. Os índios CARIRIS que se organizaram em uma CONFEDERAÇÃO foram chamados de BÁRBAROS. Os nomes dos CABOCLOS que lutaram no DOIS DE JULHO foram esquecidos. Os Índios, no Brasil da narrativa histórica que é transmitida ainda hoje, deixaram como “legado” cinco ou seis lendas, a mandioca, o balanço da rede, o tal do “caju”, do “tatu” e a “peteca”.

Levando em conta apenas pouco mais de 500 anos, a narrativa tradicional escolheu seus heróis, selecionou os feitos bravios, ergueu monumentos, batizou ruas e avenidas, e assim, entre o “quem ganhou e quem perdeu”, ficamos com quem “ganhou.” Índios, negros, mulatos e pobres não viraram estátua. Seus nomes não estão nas provas escolares. Não são opções para marcar “x” nas questões de múltiplas escolhas.

Deram vez a outros. Outros que, por certo, já caíram nas suas “provas”. Você aprendeu que os “BANDEIRANTES” – assassinos e saqueadores – eram os “bravos desbravadores que expandiram as fronteiras do território nacional”. DOM PEDRO, o primeiro, você “decorou” que era o “herói” da Independência, sem que as páginas dos livros contassem a “camaradagem” de um “negócio de família” tão bem traduzido pela frase do PAI do Imperador, que a ele orientou: “ponha a coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça”. Convém esclarecer aqui que os “aventureiros” citados por DOM JOÃO éramos nós, brasileiros, e que a “independência” proclamada – ou programada - foi para evitar que tivéssemos aqui “aventureiros” como Bolivar ou San Martin, patriarcas bem-sucedidos das “independências” que não queriam por aqui.
Sem saber quem somos, vamos a “toque de gado” esperando “alguém pra fazer a história no nosso lugar”, quiçá uma “princesa”, como a ISABEL, a redentora, que levou a “glória” de colocar fim ao mais tardio término de escravidão das Américas. Nunca esperaremos ser salvos pelos tipos populares que não foram para os livros. Se “heróis são símbolos poderosos, encarnações de ideias e aspirações, pontos de referências, fulcros de identificação” a construção de uma narrativa histórica elitista e eurocêntrica jamais concederia a líderes populares negros uma participação definitiva na abolição oficial. Bem mais “exemplar” a princesa conceder a liberdade do que incluir nos livros escolares o nome de uma “realeza” na qual ZUMBI, DANDARA, LUIZA MAHIN, MARIA FELIPA assumissem seu real papel na história da liberdade no Brasil.

O fato é que a atuação de “gente comum”, ou mesmo a incansável luta negra organizada em quilombos, em fugas, no esforço pessoal ou coletivo na compra de alforrias e em revoltas ou conspirações, já enfraqueciam o sistema escravocrata àquela altura. Entretanto, ensinar na escola o nome de “CHICO DA MATILDE”, jangadeiro, mulato pobre do Ceará (líder da greve que colocou fim ao embarque de escravos no estado nordestino, levando-o à abolição da escravatura quatro anos antes da princesa ganhar sua “fama” abolicionista) não serviria à manutenção da premissa de que as conquistas sociais resultam de concessões vindas "do alto" e não das lutas. A história de CHICO DA MATILDE era inspiradora demais para o povo. Não à toa, seu nome não está nos livros.

Esses nomes não serviram para eles. Para nós, eles servem. Para nós, sentinelas dos “ais” do Brasil, heróis de lutas sem glórias ainda deixados “de tanga” ou preso aos “grilhões”, eles são as ideias que usaremos para “gestar” o que virá. “Engravidados” de novas ideias, jorrará leite novo para “amamentar” os guris que virão. Sabendo outra versão de quem é o Brasil, - não a que nos “ninou” para quando fôssemos adultos – sabendo que CABRAL “invadiu” e que, ao invés de quinhentos e dezenove anos, somos brasileiros há quase doze mil anos. Conhecendo CUNHAMBEBE, a CONFEDERAÇÃO DOS CARIRIS, cientes da participação dos CABOCLOS na luta do 02 DE JULHO NA BAHIA, e sabendo que os índios lutaram e resistiram por mais de meio século de dominação, talvez se orgulhem da porção de sangue que faz de TODOS NÓS, sem exceção, índios. Sabendo que a “bondosa” princesa Isabel deu vez a “Chico da Matilde”, “Luiza Mahin” e “Maria Felipa”, é possível que reconheçam em si a bravura que vive à espreita da hora de despertar e aí, talvez, o “gigante desperte sem ser para se distrair com a TV”.

Cientes de que nossa história é de luta, teremos orgulho do Brasil. Alimentados de leite novo e bom, varreremos de nossos “porões” o complexo de “vira-latas” que fomenta nossa crença de inferioridade. Veremos tanta beleza na escultura de ANTÔNIO FRANCISCO LISBOA quanto no quadro que eterniza o sorriso da Monalisa. Nos orgulharemos do “tupi” que falamos – mesmo sem saber. Daremos mais cartaz ao saci do que à “bruxa”. Brincaremos mais de BUMBA MEU BOI, CIRANDA E REISADO. Nossas crianças enxergarão tanta coragem no CANGACEIRO quanto no “cowboy”. Vibraremos quando SUASSUNA estrear em “ROLIÚDE” sem tradução para o SOTAQUE de João Grilo e Chicó. Não estranharemos caso o Mickey suba a ESTAÇÃO PRIMEIRA, troque "my love" por "minha nêga" e mande pintar o "parquinho" da Disney com o VERDE E O ROSA DA MANGUEIRA.

LEANDRO VIEIRA / CARNAVAL 2019.

Você trata certos funcionários da mesma forma que gostaria de ser tratado?Imagina você sai pra trabalha e é alvejado por...
17/04/2023

Você trata certos funcionários da mesma forma que gostaria de ser tratado?
Imagina você sai pra trabalha e é alvejado por "chicotadas" por alguém no meio da rua. Absurdo, né?
Recentemente vimos um caso aterrorizante no Rio de Janeiro onde uma mulher agrediu um entregador do Ifood com uma coleira de cachorro, além de vários golpes violentos. A agressão chocou muita gente e outras não. O que me fez lembrar muito da forma que pessoas escravizadas eram tratadas por seus donos. Chicoteadas em praça pública, tratadas como um objeto descartável e sem nenhum tipo de valor que não fosse a serventia.
Os anos se passaram, mas a forma que pessoas negras são tratadas não. Isso pior quando encontramos pessoas negras em trabalhos que são diretamente ligados a servir ou atender outras pessoas, como é o caso de entregador de comida por aplicativo, atendentes do McDonald, empregadas domésticas, motoristas de transporte público, atendentes de mercado, enfim. São centenas de empregos que, para muitas pessoas, está diretamente ligado a falta de educação e a gente pobre. Empregos que não exigem uma faculdade e por isso são inferiorizados por pessoas que se julgam melhores que as outras porque tem isso ou aquilo.
E o que isso tem a ver com racismo? A maioria das pessoas que preenchem essas vagas de trabalho do setor terciário são negras, o que piora a forma de tratamento ainda mais, na cabeça de muitas pessoas, o subconsciente que associa pessoas negras a serventia ainda é muito forte e por isso os casos de pessoas trabalhando e sendo desrespeitadas por pessoas que não se importam com o ser humano que está ali e querem ser servidas como nos tempos de escravidão.
Para esses agressores, o argumento para justificar tanto preconceito e violencia é o de "problemas mentais". Sempre que algum funcionário é agredido, o agressor colocado numa posição de vitima da propria condição psicologica.
A escravidão moderna consiste nisso, muito trabalho, pouco dinheiro e condições complicadas de trabalho. Ter o mínimo de empatia por quem está trabalhando pra facilitar sua vida é muito importante e não machuca ninguém. Se colocar no lugar do outro é um exercício muito bom para melhorar a forma como tratamos outras pessoas, em todos os lugares durante a vida.
E você, como trata os funcionários que te cercam?

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Boneca Pretta posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Boneca Pretta:

Compartilhar

Categoria