29/12/2017
Bom dia, aqui é a sobrinha da Aparecida, a artesã dona dessa página. Para aqueles que ainda não sabem, a Aparecida faleceu no dia 11/12/2017.
Muitas pessoas acreditam que ela morreu vitima de câncer, mas ela havia vencido o câncer. Ela teve um tumor maligno no intestino, porém ele foi completamente retirado e não havia metástase, ou seja, ele não foi para outros órgãos. Ela morreu vitima de gente.
Ela foi vitima de maus tratos e negligencia no Hospital da Cruz Vermelha de Barra do Pirai. Escrevi um texto narrando a situação e peço que, em memória e consideração a vida da minha tia e por todas as pessoas que permanecem naquele matadouro disfarçado de hospital, o leiam e compartilhem em suas redes sociais.
Foi feita denuncia na Policia e no Ministério Publico, isso pouco antes dela falecer, mas nada foi feito de imediato, e sabemos como funciona a justiça nesse país; é morosa e punição costuma ser para pobres, além do que, em cidades pequenas como Barra do Pirai, o coronelismo costuma existir (ainda), então não dá para esperar muito, mas também não dá para não fazer nada. Meu desejo é que o medico - já denunciado ao conselho de medicina - junto com a equipe de saúde da enfermaria 10 – que em breve serão todos denunciados aos seus respectivos conselhos, sejam punidos e nunca mais retornem a área da saúde, lugar onde nunca deveriam ter entrado.
Os maus tratos e negligencia estão detalhados no texto. Tem prints de conversas - ela estava com um celular no hospital-, imagens dela e um vídeo. Sei que para aqueles que conviveram com ela e gostavam dela será difícil ver, foi uma morte dolorosa, ela estava desnutrida e desidratada, e retiraram a bolsa de colostomia, o que tornou tudo mais difícil e inaceitável. Ela viu o seu próprio assassinato, foi isso que aconteceu ali. Como disse, ela não tinha mais câncer, mas eles, em pouco mais de um mês, a transformaram em uma terminal.
Por favor leiam e compartilhem, tem outras pessoas nas mãos desses “profissionais da saúde”.
Venceu o câncer, mas não resistiu as mentiras, negligencia e maus tratos dos profissionais “da saúde” do Hospital da Cruz Vermelha de Barra…