29/01/2024
A G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro foi criada em 1953 pela fusão de três escolas de samba do morro tijucano do Salgueiro, as escolas Azul e Branco, a Unidos do Salgueiro e a Depois Eu Digo. Ficou conhecida logo como Academia do Samba. Seu lema criado foi “Nem melhor, nem pior. Apenas uma Escola diferente.” Alguns desfiles marcantes que entraram para a sua história foram Xica da Silva (1963), Chico Rei (1964), História do Carnaval Carioca (1965) e Festa para um Rei Negro (1971). Grandes nomes passaram pelos seus barracões e ateliês como Fernando Pamplona, Arlindo Rodrigues, Joãosinho Trinta, Maria Augusta, Rosa Magalhães e Renato Lage. De sua Academia do Samba brotaram os compositores Bala, Anescarzinho, Noel Rosa de Oliveira, Djalma Sabiá, Zuzuca, Almir Guineto. Alguns de seus sambas marcaram o carnaval como em 1969 no enredo Bahia de Todos os Deuses com seu verso "Negra baiana /tabuleiro de quindim/Todo dia ela está/ na Igreja do Bonfim/Na ladeira tem/ Tem capoeira/ Zum zum zum / Zum zum zum/ capoeira mata um" e em 1971 o verso que pegou foi "Ô lelê/ Ô lalá/ Pega no gazê/ Pega no ganzá" de Festa para um Rei Negro, ambos campeões. Mesmo assim nenhum se compara com a popularização do samba de 93, que mesmo em 8º lugar, até hoje é cantado em todo o Brasil. Quem nunca cantou empolgado “Explode coração/Na maior felicidade/É lindo meu Salgueiro/Contagiando e Sacudindo esta cidade" de Peguei um Ita no Norte. Seu intérprete ou puxador do samba mais marcante faleceu neste ano, Quinho imortalizou esse último samba com sua voz marcante.