Vaga-lumes "Ao fazer da “rua” seu lugar e sua comunidade, Katja fotografa vagalumes"
Barbara Szaniecki Os vaga-lumes se tornaram raros.

O Olhar Fotográfico sobre o Tempo e a Experiência
Luiza Martins Rosa (Mestranda da Pós Graduação de Jornalismo da UFSC)
“No livro “A Sobrevivência dos Vaga-lumes”, escrito por Georges Didi-Humerman, a metáfora desses insetos luminescentes consiste em um caminho que o autor encontrou para se referir à ideia de resistência à opressão. Tanto a cidade quanto o campo tornaram a vida inóspita a esse i

nsetos luminescentes. Pelo excesso de luz, da claridade, os lampejos dos “vaga-lumes” atualizaram duas lembranças que atestam a impressão da raridade dos insetos. Da raridade reiterada na lembrança, nasceu o desejo de FOTOGRAFAR o vaga-lume e a dúvida se FOTOGRAFÁ-LO implicaria em conhecê-lo melhor ou atestar sua resistência

*📸 Atenção, fotógrafos! Prontos para um mergulho na Fotografia de Moda ?**Tenho a alegria de convidar vocês para o nosso...
18/06/2026

*📸 Atenção, fotógrafos! Prontos para um mergulho na Fotografia de Moda ?**
Tenho a alegria de convidar vocês para o nosso próximo evento fotográfico, em uma parceria inédita com a **School Models**.
Será uma oportunidade única de fotografar **seis modelos profissionais** (todas formadas e ativas no mercado), em um ensaio dinâmico focado nas principais tendências das passarelas e editoriais. O grande diferencial deste encontro será a produção de **maquiagem criativa e conceitual**, pensada especificamente para destacar a expressividade, o contraste e a iluminação em cada um dos seus cliques.
**Anote na agenda:**
📅 **Quando:** 04 de Julho, das 10h às 13h
📍 **Onde:** ABAF (Rua Assis Bueno, 30 — Botafogo)
*💳 **Investimento:** R$ 150,00 (via Pix)
As vagas são restritas para garantir o melhor aproveitamento de espaço e tempo de clique para cada fotógrafo.
📩 **Garanta seu lugar:** Confirme sua presença antecipadamente!

Infelizmente a mídia engatinha, e acabamos nos formando pelas redes sociais. Muitas vezes somos  emburrecidos por elas. ...
17/06/2026

Infelizmente a mídia engatinha, e acabamos nos formando pelas redes sociais. Muitas vezes somos emburrecidos por elas. Todos nós viramos jornalistas, comunicadores, especialistas, comentaristas...AFF!!!
Erramos tanto com este diagnóstico.

Segue foto de minha autoria no veículo Carta Capital
Acessem.

Que semana CRUEL!Domingo foi a missa de um ano da morte do Herus e, na segunda-feira, no dia seguinte, a missa de cinco ...
11/06/2026

Que semana CRUEL!
Domingo foi a missa de um ano da morte do Herus e, na segunda-feira, no dia seguinte, a missa de cinco anos de morte da Kathleen. Duas mortes, duas famílias, dois núcleos de familiares e amigos. Isso é INCONCEBÍVEL! Mas não é. A vida, o trânsito e a briga diária por um mundo melhor continuam; as ruas continuam as mesmas, mas o coração destas mães, pais, avós e tias não é e NUNCA será o mesmo.
Posto hoje aqui, junto às fotos da missa de cinco anos de morte de Kathleen Romeo, a mensagem que a Jack me escreveu no celular depois de uma entrevista na GloboNews.
É fundamental saber o que essa mãe, mulher, profissional e esposa nos diz sobre esta luta. Foram inúmeras entrevistas ao longo de todos estes anos, repetindo o óbvio e denunciando a ATROCIDADE que é o fuzilamento de jovens pretos.
Jack nos fala sobre a comparação entre o tombamento de homens muito bem armados — traficantes que, por motivos diversos, fizeram essa escolha — e o de Kathleen, que estava apenas indo para a casa da avó.
Abaixo, a mensagem que ela me enviou. Uma fala vinda de uma entrevista profundamente clara, honesta e límpida, como sempre foi pautada a vida desta família:

"Tinha um terço na minha mão. Antes de sair de casa, conversei com ela e com Deus para que me dessem palavras sábias e que fizessem a diferença. Até chegar e falar, eu estava trêmula; mas quando me sentei, minha boca foi usada por minha filha e meu neto! Após tantas mensagens, fiquei orgulhosa de mim! ✊🏾"

Estamos orgulhosas de você e ao seu lado!!

Mas, PRECISO GRITAR!!!
MÃES BRANCAS, ONDE ESTAMOS NESTA LUTA?

Uma mãe e um pai em luto eterno, um menino órfão, uma mulher viúva, uma família, muitos amigos e uma comunidade inteira ...
08/06/2026

Uma mãe e um pai em luto eterno, um menino órfão, uma mulher viúva, uma família, muitos amigos e uma comunidade inteira dilacerada estavam na Missa de Um Ano de Herus, na Igreja Sagrado Coração de Jesus, na Glória, onde ele foi batizado e fez sua Primeira Comunhão.
No púlpito da igreja, na Glória, Mônica estava de pé. O pai chorava em uma tristeza inimaginável.
Ao centro, acolhida pelo padre, Mônica fala de forma corajosa, convocando-nos a compreender sua luta e a de tantas mães enlutadas. Ela nos conclama a pesquisar nas redes sociais o que tem acontecido neste país há tantos anos e a refletir profundamente sobre nossos votos nestas eleições. Clara e límpida como a água, ela nos ilumina em meio a toda essa escuridão.
Quando termina, segue inteira, mas desaba em choro nos braços do marido, que a acolhe e se conecta a ela em um abraço que somente os dois conhecem e compreendem.
Eu clico, como um abutre sempre clico. Choro e clico. Incomodada com minha própria ação, mas continuo no disparador.
Quem era Herus!
Herus nasceu em 13 de outubro de 2001 e era um jovem muito querido pela família e pela comunidade de Santo Amaro. Pai de Theo, flamenguista apaixonado e talentoso desenhista, sonhava construir uma carreira na área de design, casar e proporcionar uma vida melhor para o filho. Trabalhador, dedicado e próximo dos pais, participava ativamente da vida familiar e mantinha fortes laços com amigos e parentes.
Em 7 de junho de 2025, durante uma tradicional festa junina na comunidade, Herus foi baleado em uma ação policial. Mesmo sem ter sido abordado e estando desarmado, foi atingido por disparos e, segundo relatos da família, teve o socorro dificultado por policiais. Seus pais o levaram ao hospital, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Sua morte causou profunda dor à família, que acredita que ele poderia ter sobrevivido se tivesse recebido atendimento imediato. Desde então, seus familiares lutam para preservar sua memória, buscar justiça e defender mudanças na atuação policial nas comunidades. Herus é lembrado como um filho amoroso, pai presente e jovem cheio de sonhos interrompidos pela violência.

Sou uma mulher atéia. E está escolha é muito tranquila na minha vida. Mas gosto de fotografar eventos religiosos. Uma fe...
02/06/2026

Sou uma mulher atéia. E está escolha é muito tranquila na minha vida. Mas gosto de fotografar eventos religiosos. Uma festa bonita, canções melódicas, indumentárias próprias de cada vertente religiosa. E isso me afeta visualmente.
Estas fotos foram clicadas com um celular Motorola de 799 reais. Estão fora de foco e têm muitos erros fotográficos.
Mas adorei o olhar destas crianças, às pequeninas não sabiam a letra mas estavam lá, adorando seus vestidos e suas asas.
Lindas, todas lindas!!

Igreja Nossa Senhora da Paz em Ipanema

Foi lindo!Hoje compartilho as fotos da emocionante apresentação do Ballet Manguinhos, realizada ao final do último Levan...
21/05/2026

Foi lindo!
Hoje compartilho as fotos da emocionante apresentação do Ballet Manguinhos, realizada ao final do último Levante de Mães de Manguinhos.
Choramos de emoção. Choramos diante de tanta beleza, potência e sensibilidade expressas nos corpos fortalecidos, alinhados e alongados por incontáveis horas de dedicação ao balé clássico, contemporâneo, danças urbanas e jazz.
Eu, que sempre tive minha vida voltada às experiências corporais, reconheço nessas meninas e nesses meninos a força transformadora da arte: uma experiência profunda, capaz de proporcionar confiança, disciplina, pertencimento e consciência do próprio corpo.
Via-se ali um trabalho árduo e comprometido, uma pesquisa coreográfica cuidadosa e competente, que nos envolveu por completo em emoção e beleza.

"O Ballet Manguinhos atua em um território marcado por vulnerabilidades e profundas desigualdades sociais. Seu trabalho acolhe crianças, adolescentes e jovens a partir do sonho de devolver à comunidade o apoio recebido por Daiana Ferreira, diretora da escola. Bailarina, professora e coreógrafa, Daiana construiu sua trajetória em projetos sociais e decidiu abrir caminhos e oportunidades dentro de Manguinhos por meio da dança.
Assim nasceu um projeto de formação artística que, através do ensino da dança clássica e do estímulo à leitura, transforma vidas e amplia horizontes para moradores do território.
Hoje, o Ballet Manguinhos atende diretamente cerca de 300 alunos e ainda possui mais de 500 pessoas na fila de espera. Com a dedicação de sua equipe, a confiança das famílias, o patrocínio da TSS (The Secular Society) e o apoio da ASFOC-SN (Sindicato dos Trabalhadores da FIOCRUZ), o projeto segue diariamente transformando sonhos em realidade por meio da arte, da cultura e da educação.
Missão:
Formar artisticamente crianças, adolescentes e jovens, utilizando a dança e o incentivo à leitura como ferramentas de desenvolvimento social, dentro e fora de suas comunidades.
Visão:
Tornar-se um centro de referência em ensino, pesquisa, dança e cultura no Brasil.
Valores:
Acreditamos no trabalho em equipe sustentado pela ética, pelo amor e pela excelência no ensino"

O 12⁰ Levante ANTI-RACISTA das Mães de Manguinhos em homenagem ao filho querido de Ana Paula Oliveira, Jonathan de Olive...
15/05/2026

O 12⁰ Levante ANTI-RACISTA das Mães de Manguinhos em homenagem ao filho querido de Ana Paula Oliveira, Jonathan de Oliveira, teve momentos de muita dor nas falas de tantas mães e jovens, teve choro, muito choro, mas também abraços acolhedores entre todas e todos. E essa alegria, essa dança e cantoria que Bruna Silva puxava ao microfone eu decidi postar hoje.

Por que essas mulheres, mães, trabalhadoras e amigas me comovem SEMPRE!

Nós amamos muito vocês! Vocês me fazem a cada encontro ser um ser humano melhor. Meu beijo cheio de afeto a cada uma.

Beijos Ana Paula, Fatinha, Bruna, Mônica, Ana Lúcia, Cuca e tantas!!!

Manifestantes, lideres de Movimentos Sociais e Políticos junto aos familiares de Moïse Kabagambe Mugenyi, pedem justiça,...
16/04/2026

Manifestantes, lideres de Movimentos Sociais e Políticos junto aos familiares de Moïse Kabagambe Mugenyi, pedem justiça, ao congolês, de 24 anos, brutalmente assassinado no dia 24 de janeiro, no quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Imigrantes congoleses, senegaleses, angolanos e cabo verdianos também estavam presentes neste ato, do dia 05 de fevereiro de 2022, em frente ao mesmo local da execução brutal de Moïse Mães e familiares vitimas da violência do Estado do Rio de Janeiro também participaram. Este ato aconteceu no mesmo dia e horário em diversas cidades do Brasil.
No dia 24/01, completou um ano do brutal assassinato de Moïse Kabagambe, jovem congolês de 24 anos, morto em um quiosque na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Familiares, amigos e movimentos sociais realizaram um ato por justiça e em homenagem à Moïse" Mídia1508 Neste dia uma jovem mulher nos deu uma aula de cidadania. Falou sobre como é ser refugiado NO BRASIL. Também estava lá. Me sentei ao chão, em frente a ela. Outros fotógrafos fizeram o mesmo. Deixaram suas máquinas e filmadoras ao lado e juntos, sentados ou não, escutávamos está bela mulher da foto, nós contar e dificuldade de arrumar trabalho, de viver como refugiado de qualquer país da África Subsaariana no Brasil e no mundo. A falta de TODAS as possibilidade de um bem viver e de políticas públicas, além do Racismo. A pior pandemia no mundo. Ao final, muito emocionada, branca e colonizada mentalmente, me aproximei dela. Conversamos, ela sabe muito mais da vida do que eu, mesmo tão jovem. Nos abraçamos longamente. Ela recebeu todas essas fotos na época . Aliás todos eles.
Está semana o último assassino foi preso. A justiça foi feita. Mas está mãe, pai, irmãos primos, sobrinhos, amigos ainda choram. Na época do ASSASSINATO três amigos tiveram que sair do Brasil por ameaças de grupos de milicianos da Barra da Tijuca.
Então...Nos brancos...nosso aprendizado é Diário até o fim da vida Pelo menos a minha desconstrução é Minha desconstrução.

MEDALHA DE PEDRO ERNESTO!A família de Ana Paula Oliveira estava ali, presente,assistindo a mais uma homenagem a esta mul...
30/03/2026

MEDALHA DE PEDRO ERNESTO!
A família de Ana Paula Oliveira estava ali, presente,
assistindo a mais uma homenagem a esta mulher,
mãe de Jonathan de Oliveira,
mulher de luta, de memória, de existência.
Palavras foram ditas como quem acende velas na escuridão.
Três mulheres, três mães,
profissionais dos Direitos Humanos, mas, antes de tudo, mães —
como quaisquer outras.
Duas delas, mães atípicas.
E, ainda assim, simplesmente mães.
Ana Paula,
e três nomes que carregam uma luta que não cessa,
uma travessia feita de ausência e resistência,
na busca por memória, por justiça, por seus filhos,
arrancados pela violência —
balas de fuzil ou pelas mãos de quem deveria proteger.
E, ainda assim, elas não estão sós.
Nunca estiveram.
Caminham acompanhadas por outras mulheres,
mães ou não,
por vozes, por braços, por mundos inteiros
que se recusam a esquecer.
Hoje compartilho imagens.
Imagens que fiz de Ana Paula; da matriarca Maria José, que, orgulhosa, se levanta em um momento da homenagem; da filha Maria Paula, visivelmente emocionada; das irmãs Patrícia e Tatiana; e do enteado Wellington, que, com olhos atentos e fixados em Ana Paula, mostrava seu profundo afeto. E eu, com
mãos trêmulas,
com os olhos marejados,
com a respiração suspensa entre um segundo e outro.
Meu olhar colado ao instante,
meu dedo à espera do tempo exato —
como quem tenta segurar o que não pode fugir.
Nem sempre acerto a luz.
Nem sempre alcanço a cor.
Tento, depois, em casa, recompor o que escapou.
Nem sempre consigo.
Mas há algo que permanece intacto:
o instante.
A verdade do gesto,
da fala,
do sentir.
E assim nasce este álbum —
feito de lembranças que doem,
que aquecem,
que esperam.
Esperança…
de um futuro em que eu não precise mais fotografá-las assim.
Onde eu não conheça mais “uma mãe” pela dor.
Onde minhas imagens sejam de riso,
de viagem,
de sol na pele e sal no corpo.
Que seja no mar,
lado a lado,
celebrando a vida —
e a amizade que resiste.
Amo todas vocês.

MEDALHA DE PEDRO ERNESTO!A família de Ana Paula Oliveira estava ali, presente,assistindo a mais uma homenagem a esta mul...
30/03/2026

MEDALHA DE PEDRO ERNESTO!
A família de Ana Paula Oliveira estava ali, presente,
assistindo a mais uma homenagem a esta mulher,
mãe de Jonathan de Oliveira,
mulher de luta, de memória, de existência.
Palavras foram ditas como quem acende velas na escuridão.
Três mulheres, três mães,
profissionais dos Direitos Humanos, mas, antes de tudo, mães —
como quaisquer outras.
Duas delas, mães atípicas.
E, ainda assim, simplesmente mães.
Ana Paula, Mônica e Jakques,
três nomes que carregam uma luta que não cessa,
uma travessia feita de ausência e resistência,
na busca por memória, por justiça, por seus filhos,
arrancados pela violência —
balas de fuzil ou pelas mãos de quem deveria proteger.
E, ainda assim, elas não estão sós.
Nunca estiveram.
Caminham acompanhadas por outras mulheres,
mães ou não,
por vozes, por braços, por mundos inteiros
que se recusam a esquecer.
Hoje compartilho imagens.
Imagens que fiz de Ana Paula; da matriarca Maria José, que, orgulhosa, se levanta em um momento da homenagem; da filha Maria Paula, visivelmente emocionada; das irmãs Patrícia e Tatiana; e do enteado Wellington, que, com olhos atentos e fixados em Ana Paula, mostrava seu profundo afeto. E eu, com
mãos trêmulas,
com os olhos marejados,
com a respiração suspensa entre um segundo e outro.
Meu olhar colado ao instante,
meu dedo à espera do tempo exato —
como quem tenta segurar o que não pode fugir.
Nem sempre acerto a luz.
Nem sempre alcanço a cor.
Tento, depois, em casa, recompor o que escapou.
Nem sempre consigo.
Mas há algo que permanece intacto:
o instante.
A verdade do gesto,
da fala,
do sentir.
E assim nasce este álbum —
feito de lembranças que doem,
que aquecem,
que esperam.
Esperança…
de um futuro em que eu não precise mais fotografá-las assim.
Onde eu não conheça mais “uma mãe” pela dor.
Onde minhas imagens sejam de riso,
de viagem,
de sol na pele e sal no corpo.
Que seja no mar,
lado a lado,
celebrando a vida —
e a amizade que resiste.
Amo todas vocês.

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Rio De Janeiro, RJ

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