31/05/2026
A Manu Manu foi muito mais do que uma marca para mim. Foi a realização de um sonho que começou ainda na infância.
Quando eu era pequena, eu desenhava roupas sem parar. Criava coleções, imaginava campanhas e até tinha uma marca fictícia chamada “Copo de Leite” — não me perguntem o porquê desse nome. Talvez porque, desde cedo, criar já fazia parte de mim.
Eu cresci dentro desse universo. Ia para o escritório da minha mãe e do meu avô, no meio dos tecidos, das araras, das escolhas, das conversas… e levava retalhos para casa para fazer roupas para as minhas bonecas.
Nas viagens de pesquisa com a minha mãe, eu observava tudo. Entrava nas lojas, olhava modelagem, tecido, acabamento… imaginava o que eu faria diferente, o que era bonito, o que emocionava. E ela sempre lembra que eu pegava os tecidos nas mãos e dizia: “esse é bom… esse não é”.
A moda sempre esteve dentro de mim.
Depois veio a faculdade de desenho industrial, que foi essencial para desenvolver meu olhar para
tudo o que a Manu Manu se tornou ao longo desses anos. E foi também na faculdade que eu me encantei pela estamparia — um universo que me apaixonou tanto que acabou se tornando minha pós-graduação.
E olhando para trás agora, eu sinto muito orgulho.
Orgulho de cada coleção que nasceu primeiro na minha cabeça antes de ganhar vida. De cada detalhe pensado com amor. De cada bordado, cada tecido escolhido, cada prova, cada campanha, cada acerto e até dos erros que nos fizeram crescer.
Mas a verdade é que a Manu Manu nunca foi construída sozinha.
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