14/11/2022
E é chegada a hora da encruzilhada.
E quando ela chega, não há tempo a se perder: é necessário abraçar os rumos que não aqueles pelos quais já percorremos. É como dizem: a cada escolha que fazemos, deixamos algo para trás e, aqui nesse caminho da moda autoral e independente, deixamos as nossas pegadas (referências, inspirações, ideias): foram quase 15 anos seguindo a passos curtos e lentos, mas com a firmeza de quem ama o que faz e age sobre os próprios sonhos.
Abrimos novas trilhas na alfaiataria como quem deseja proporcionar novos olhares. Nesse mercado, por diversas vezes, a gente sente a pressão e a necessidade do que é buscar a tal da “novidade” e acabamos nos esquecendo que, na vida, ela se dá naturalmente em cada minuto.
E nada como a possibilidade de transitar por outros campos ainda inexplorados em nós mesmos - nessa floresta inabitável que é o futuro -, construir ferramentas para regenerá-los, semear e cultivar novas ideias (e podar as que nos impede de crescer e frutif**ar), nutrir sonhos através de outras fontes de inspiração e partilhar a abundância de experiências que nos fazem ser o que somos.
Que possamos sempre oxigenar um novo olhar para o mundo e para a vida, sem nos sentir sufocados pela pressão da vida adulta, reerguendo o fôlego de criança que pulsa em algum lugar de nós, aquele fôlego pra descobrir, brincar, correr, cair, se machucar, levantar e correr, antes que o dia acabe e o sol se vá no horizonte, sem deixar que a ferida exposta nos paralise frente às adversidades.
É isso o que faremos daqui em diante: correr como quem sempre quis ter asas e voar sonhando novos sonhos, sem perder os pés do chão e sendo o nosso próprio céu.
E que tudo o que vivemos até aqui, tenha sido vento leve que nos move, delicadamente, de um lado para o outro; que tudo o que fizemos até aqui, seja apenas aquilo que é: um bocado de sonhos em dobraduras lançados no ar, como um avião de papel feito pelas mãos de uma criança que não perde a inocência mesmo quando entende a gravidade.