20/03/2026
A CASA BOLA, projetada por EDUARDO LONGO na década de 1970, rompe com a lógica tradicional da arquitetura doméstica ao propor uma forma radical: uma esfera elevada do solo, onde o espaço deixa de ser compartimentado e passa a se organizar em fluxo.
Sem cantos, sem hierarquias rígidas, a casa distribui seus ambientes em níveis contínuos, conectados por uma lógica quase intuitiva de uso. A estrutura metálica e o fechamento em fibra de vidro aproximam o projeto de um objeto, enquanto a experiência interna revela algo mais sutil: um espaço que exige adaptação e, ao mesmo tempo, oferece liberdade.
Hoje, ao receber a exposição ABERTO 5, a casa se reativa como lugar de experimentação. As obras ocupam sua geometria curva, atravessam seus níveis e reforçam a ideia de que arquitetura e arte podem coexistir como uma mesma linguagem: organizando percepção, movimento e tempo.
No novo D-JOURNAL, olhamos para a Casa Bola como mais do que um ícone formal. Um exercício sobre como forma, matéria e uso podem reorganizar a maneira de habitar. Imagens: ArchDaily