11/06/2026
Um dos recursos mais utilizado no pós-operatório, ou talvez o mais, é a drenagem linfática manual (DLM). Há quem ame (assim como eu) e há quem dispense esse recurso.
Uma boa DLM respeita a anatomia e fisiologia da circulação linfática, independente de usar creme ou não. Porém, na minha visão e experiência de mais de 20 anos atuando na área, tendo feito pós e mestrado na Unifesp-EPM junto à Cirurgia Plástica e usando a DLM nos seus diversos métodos, a minha conclusão é de que as manobras desenvolvidas para serem aplicadas sem creme são mais seguras e eficientes.
"Ah, mas não adianta fazer DLM antes de 15 dias, porque não tem vaso linfático ainda". Sim, são lesionados vários vasos linfáticos e sanguíneos na cirurgia, mas se TODOS fossem lesionados, a pessoa ou não sobreviveria ou sairia com um linfedema do hospital e se não resolvesse fazer antes de 15 dias, os pacientes que recebem DLM desde a primeira semana, não estariam mais desinchados do que os que não recebem. De fato, o pico de linfangiogênese se dá entre 3ª e 4ª semana, mas isso não quer dizer que não há vasos linfáticos. Uma DLM correta irá, inclusive, ajudar nesse processo.
Há visões diferentes e, cada um segue o que quer, mas nosso corpo tem uma única anatomia e fisiologia. Ignorá-la em detrimento de conflitos de interesse e engajamento é algo que eu não faço! Eu sigo o que dá certo, respeitando o corpo, e o que é melhor para o meu paciente, que é o mais beneficiado ou prejudicado nessa história...
Se o que você faz entrega resultados rápidos, seguros, sem perdas estéticas ou funcionais e sem gerar deiscências, seromas, fibroses e cicatrizes alargadas que você mesmo trata (ou tenta) depois, parabéns. Se você quer aprender como faço dentro da minha experiência clínica e científica, será muito bem-vindo ao meu curso! 💜 (Silvi Bonatti)