O TECER NA TRAVESSIA
Os bilros – bilos ou birros, como muitas rendeiras dizem, são pequenas peças de madeira, que variam em formato e tamanho, servindo para enrolar a linha que será usada para fazer a renda. Essas são peças da cultura popular, que guardam histórias de vidas humildes de mulheres fortes e empoderadas em seus trabalhos. Traços sociais que vem a ser uma marca forte, diante do que ca
da enrolar dos pontos de renda tem a dizer... E são histórias de suor e dedicação de cada uma dessas vidas virtuosas. É desse laço de ancestralidade, que a personalidade e personagem da história vai surgir. Uma relação que vem da infância herdada pela mãe sergipana, hábil na maestria do crochê, que, apta a bordar e costurar, sempre soube desenvolver os seus trabalhos de forma ordenada e calculada. Tudo começou com a admiração que Mônica nutria pela destreza de sua mãe em confeccionar a trama delicada dos bordados. Além disso, sua avó paterna tinha fineza e singularidade para manusear os bilros, tecer e criar divinamente a sua arte, inspiração que levou Mônica a aprender a fazer crochê, descobrindo aptidões que mais tarde a levaram a enveredar no mundo da moda. Na adolescência, Mônica trocou o crochê pelas passarelas iniciando a carreira de modelo. Essa experiência realçou seu apurado senso estético, entretanto, falou mais alto seu gosto musical, que a levou a fazer a graduação em Bacharelado de Musicoterapia e, como musicoterapeuta, contribuiu para o desenvolvimento de habilidades voltadas para as questões psicoemocionais do ser humano. O Paralelo Mundo das Passarelas
São 25 anos de formação dedicados a terapia, o que rendeu-lhe grandes conhecimentos e aprendizados. Mas o mundo da moda esteve sempre presente em sua vida. Foi uma trajetória paralela, acompanhando desfiles, moda, eventos e redes sociais, sempre atualizada sobre as principais tendências e novidades. Sensibilidade e Vocação
Nos últimos 10 anos, Mônica vinha amadurecendo o desejo de voltar a atuar na área da moda. Tudo conspirou nessa direção, em sintonia com a vocação natural. Aos poucos ela buscou aperfeiçoamento profissional e encontrou o incentivo de amigos, colegas e familiares para cumprir o propósito. Para Mônica, empreender significa ter disciplina dentro de si e um comprometimento com o resultado que se busca, tendo sensibilidade para enxergar o outro. Com o intuito de aprimorar o seu espírito empreendedor, participou por seis anos de eventos focados em mulheres empreendedoras. Formou rede de troca de experiências e informações, frequentou atividades como palestras, eventos de moda, desfiles, além de manter-se atualizada em cursos de visagismo, consultoria de moda, consultoria de imagem, marketing de moda, produção de moda, entre outras atividades. Moda Terapia
Com vasta experiência terapêutica, Mônica faz da visão social, algo belo e atrativo no universo da moda, para realçar a autoestima e o bem-estar das pessoas atingidas por essa questão. Ela construiu um conceito próprio de moda, que reflete seu talento e suas vivências, com o olhar voltado às singularidades de cada pessoa. Em suas criações, Mônica busca referências em texturas, sons, aromas, cores, formas e vibrações, que proporcionam harmonia com conhecimento sobre influência das frequências musicais e das escalas vibratórias da natureza. Ela representa um estilo marcado pela delicadeza, beleza e bom gosto. Moda que faz bem ao corpo, à mente e à alma. Terapia, Terapêutica, Visão e Vida
Mônica Prado tem a formação em musicoterapia clínica, além de ser terapeuta funcional em ortomolecular , terapeuta floral , terapeuta integrativa e complementar. Foi quando decidiu versar pelo segmento da moda e ver seu sonho se tornar realidade. Durante essa jornada, ela atendeu mulheres, que de certa forma, foram acrescentando à sua experiência, as vidas delas, os valores que possuíam, as próprias vivências estéticas e historicidade de vida. Isso foi tecendo sua visão e a inspirando nesse movimento, resgatando a sensibilidade de cada uma delas nessa construção. Foi esse empoderamento forte, que gerou esse mosaico, sobretudo, inspirada nessas personagens (pacientes). Foi uma aposta que a ajudou a motivá-las nesse reflexo de espelhos. Simplesmente, aquelas mulheres. Mônica mostrou que as soluções para os problemas, eram a aceitação e o autoconhecimento. A passagem de dois mundos no mesmo
Depois desse contexto de observações e ações, ela foi se aprimorando, fez cursos, consultoria de imagem, consultoria de moda, visagismo, marketing de moda, branding (construção de gestão de marcas)... Tudo isso formou componentes que marcaram a sua história. Suas experiências de vida foram como colchas de retalhos, onde há acertos, erros, tentativas desafiadoras e constantes práticas que a levam a uma rede conectada com linhas resistentes. Dentro dessa proposta, há encontros, desencontros, emoções, lembranças, inspirações e memórias. Histórias que formam pequenos pedaços, minuciosamente encaixados, agregando a arte e a moda em sua vida.
”A arte inspira, o universo conspira, e a continuidade transpira”. A frase acima e toda história de vida, mostram como Mônica ou qualquer pessoa pode passear por mundos diferentes, pessoas marcantes e atributos singulares, como o ato de mover os sentidos, fazendo-os transformadores, durante o percurso cotidiano. A família é a base principal na qual podemos extrair as seivas brutas da nossa essência, o dom ou a predisposição, é o que devemos seguir e aprimorar como algo divino e natural em busca da perfeição; os estudos são os formadores do conhecimento e da inteligência, necessários para nossa estrutura; e as pessoas são as vivências, os sentidos e sabedorias que devemos energizar e multiplicar no que têm de melhor. Assim, temos que nos esforçar, concebendo e apontando a verdade de ser quem somos, no sentido da transformação humana, multiplicando-se na linda vida, com cada peça de retalho, multicolorida.