25/04/2026
Há 24 anos atrás…
eu não era a estilista que veste noivas hoje.
Eu não tinha uma marca estruturada.
Não tinha reconhecimento.
Não tinha uma loja.
Eu tinha… um sonho começando.
Um ateliê improvisado na sala da minha casa.
E muita vontade de fazer dar certo.
E o mais curioso dessa história?
Eu não escolhi o meu vestido de noiva.
Na verdade… eu nem fui até uma loja.
Eu ia me casar com um vestido meu.
Vermelho. De festa. Simples assim.
Mas as minhas madrinhas decidiram me presentear.
E foram elas que escolheram o meu vestido.
Eu só vi… no dia do casamento.
E, de alguma forma, ele já dizia muito sobre quem eu me tornaria.
Um vestido prata.
Renda gripir.
Frente única.
Sereia.
Elegante, atemporal, fora do óbvio…
Hoje, olhando com o olhar de quem vive a moda bridal todos os dias,
eu consigo enxergar com clareza:
Ele não foi uma escolha…
Ele foi um encontro.
Um vestido que traduziu minha essência, mesmo quando eu ainda estava descobrindo quem eu era.
E talvez seja por isso que, até hoje…
eu me casaria novamente com ele.
Porque elegância de verdade não cansa.
Não enjoa.
Não passa.
Ela permanece.
Assim como os sonhos que começam pequenos…
mas já carregam dentro de si tudo o que ainda vão se tornar.