05/01/2026
Hoje foi o dia da vacina de dois meses da Maria Liz.
Um dia que aperta o coração de toda mãe.
Não é apenas uma vacina. São três, mais uma gotinha.
É dor, é choro, é colo apertado e coração tentando ser forte.
Eu esperava que meu esposo estivesse comigo, mas ele estava cuidando de outras crianças. E eu compreendo. Já entendi o chamado dele. Quando ele está cuidando dos filhos de alguém, Deus está cuidando da filha dele também.
Precisei ser forte.
Minha vontade, ao vê-la chorando, era chorar junto. E chorei em silêncio. As lágrimas escorreram, mas meus braços precisavam ser abrigo.
Ali, Deus me ensinou algo profundo.
Eu estarei na vida dela nos dias bons e nos dias difíceis. Nos sorrisos, nas conquistas, nas risadas… mas também nos momentos de dor, de medo e de lágrimas. E, muitas vezes, vou precisar ser forte não porque não dói, mas porque eu sou a mãe dela.
Assim é Deus conosco.
Ele não nos abandona nos momentos bons, nem se afasta nos ruins. Quando chegamos chorando aos Seus pés, Ele permanece. Ele acolhe. Ele sustenta.
Hoje eu entendi que, assim como a Maria corre para os meus braços, nós também somos crianças correndo constantemente para os braços do Pai.
E não existe abraço melhor.
Não existe encontro mais seguro.
Não existe acalento mais verdadeiro.
Logo após a vacina, o choro cessou.
Ela foi forte.
E aquilo me tocou profundamente.
Antes de sair de casa, eu orei. Pedi que Deus a protegesse, que estivesse com ela naquele momento, que lhe desse força, mesmo que ela ainda não compreenda. E ali eu vi a resposta. Deus esteve presente. Deus consolou. Deus cuidou.
Hoje, como mãe, aprendi que amar também é permanecer.
Segurar a mão quando dói.
Ser colo quando o mundo machuca.
E confiar que, acima de mim, existe um Pai perfeito cuidando de tudo.
E isso muda tudo. 🤍🙏✨