11/11/2025
LOUCOS DA PÁTRIA
Chamaram de louco o André Matsangaíssa, quando percebeu que a FRELIMO já não libertava, mas eliminava os verdadeiros filhos da pátria.
Chamaram de louco o Afonso Dhlakama, porque quis igualdade, e pagou com a vida num silêncio que ainda grita.
Chamaram de louco o Daviz Simango, homem de paz, que acreditou no diálogo até o último suspiro.
E o Azagaia? Esse foi chamado de louco por transformar o medo em versos e a dor em coragem porque neste país, quem diz a verdade é tratado como doido, e quem mente ao povo é aplaudido como doutor.
Hoje, o mesmo rótulo recai sobre o Engenheiro Venâncio Mondlane porque ousa sonhar com uma nação diferente, porque não se curva diante da mentira.
Mas a verdade é esta: os verdadeiros malucos são os que mandam matar o povo em nome de uma “ordem superior”.
São esses que governam com cérebros de mongolóides políticos, embriagados pelo poder e cegos pela ganância.
Os que chamam de loucos são, na verdade, os cordeiros da verdade lançados na cova dos leões.
Uns lutaram, outros ainda lutam entre falhas e acertos mas todos amaram esta terra mais do que amaram a si próprios.
Se amar Moçambique é ser louco,
então bendita seja a loucura que ainda nos mantém de pé.