28/08/2026
Até sempre, Zé Chouriço
Hoje o Pego está um pouco mais pobre.
Despede-se de um dos seus. De uma daquelas figuras que não precisam de apresentação, porque o nome, a presença e a forma de ser já fazem parte da memória de uma terra.
O Zé Chouriço era isso mesmo: quase um monumento do Pego.
Uma pessoa carismática, genuína, com uma maneira muito própria de estar na vida. Daquelas pessoas que encontramos na rua e que fazem parte da paisagem humana da nossa aldeia.
O Zé não era apenas alguém que era do Pego, era um bocadinho do próprio Pego.
Há pessoas que deixam património feito de pedra.
Outras deixam histórias, expressões, momentos, gargalhadas e recordações, e talvez seja esse o património mais difícil de substituir.
Quem é do Pego sabe.
Sabes quem foi o Zé Chouriço?!
Sabes reconhecê-lo nas histórias que f**am?!
Sabes que haverá sempre alguém que, daqui a muitos anos, ao recordar outros tempos, dirá:
“Lembras-te do Zé Chouriço?”
E logo aparecerá uma história, um sorriso ou uma memória.
É assim que algumas pessoas nunca desaparecem verdadeiramente. Ficam na memória coletiva de uma terra e passam a fazer parte da sua história.
Hoje despedimo-nos do homem, mas f**a a personagem, f**a o nome e f**am as memórias de uma figura incontornável da nossa aldeia.
Porque uma aldeia não se faz apenas das suas casas, das suas ruas ou das suas tradições. Faz-se sobretudo das suas pessoas.
E o Zé Chouriço foi, à sua maneira, uma dessas pessoas que ajudaram a dar rosto, personalidade e alma ao Pego.
Até sempre, Zé Chouriço.
O Pego não te esquecerá.
Porque há pessoas que partem…
mas f**am para sempre na história da sua terra.