24/06/2021
A 11 de janeiro de 1908 nascia Simone de Beauvoir e com ela nascia o Feminismo, ou pelo menos. O feminismo como nunca havia sido discutido e interpretado.
Filósofa, escritora e dotada de um raciocínio e de uma lucidez desconcertante, Simone pode ser considerada uma das fundadoras do feminismo. O seu legado é extenso e os seus raciocínios eram tão lógicos e bem fundamentados que, ainda hoje, Simone é referência quando o assunto é feminismo.
No seu célebre livro O Segundo S**o, Simone de Beauvoir fala da situação de confinação da mulher a uma natureza particular: "ela existe como objeto antes que como sujeito, reiterava Simone.
A autora argumenta ainda que a mulher é "alguém cuja natureza biológica a restringe e que define a forma como é vista e avaliada". Simone aborda as expetativas geradas e alimentados em torno da mulher, como por exemplo, a ideia de que a mulher tem uma predisposição para cuidar do outro e agradar, a ideia de que ela gosta de se vestir de determinada forma, entre outros pensamentos errados e limitadores.
Estas ideias preconcebidas, existindo no que se refere ao homem, nunca o colocam num papel de submissão ou num papel subvalorizado, ao contrário do que acontece em relação à mulher.
Seguindo esta linha de pensamento, em OSegundo S**o, Simone estabelece a distinção entre o "Absolto"- o homem" e a "Alteridade" /a outra -a mulher. Segundo a filósofa, a mulher é socialmente representada, vista e tratada como alteridade, como esse segundo s**o que está em situação de subordinação em relação ao primeiro, o homem.
Neste livro, Simone de Beauvoir aborda e desconstrói questões como a biologia, os usos amorosos, a iniciação sexual, as implicações do casamento e da velhice para a mulher.
A 14 de abril de 1986 morre Simone de Beauvoir, no entanto, a herança que deixou permanece viva no tempo e renasce, felizmente, nos estudos de autores que lhe reconhecem um valor inestimável.