Namib Coimbra

Namib Coimbra Loja de vestuário e acessórios

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04/09/2026

Baixa de Coimbra Município de Coimbra

Qual a sua opinião no que diz respeito às alterações no trânsito da Baixa?

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A Baixa não pode depender exclusivamente da restauração e do turismo. O comércio de rua é parte essencial da identidade económica e social de Coimbra.

Uma Baixa viva não pode ser apenas uma Baixa onde se come. Tem de ser uma Baixa onde se vive, se trabalha, se compra, se passeia e se permanece.

Não queremos uma Baixa contra os peões. Queremos uma Baixa acessível aos peões, aos transportes públicos, aos residentes e também aos clientes que precisam de chegar de automóvel.

Não estamos a pedir à Câmara que escolha entre mobilidade sustentável e comércio. Estamos a pedir que faça as duas coisas. Qualquer alteração significativa da mobilidade deve ser acompanhada por medidas concretas de acessibilidade comercial e por indicadores públicos que permitam avaliar o seu impacto.

As dificuldades de acesso à Baixa de Coimbra, que o novo plano de gestão de tráfego irá trazer, serão mais um desafio que teremos de enfrentar. Consideramo-lo, sem dúvida, uma medida contraproducente para os negócios locais na Baixa. Muitos dos nossos clientes dizem-nos isso.

Continuamos a apoiar uma zona como a Baixa, que consideramos bonita e onde não deveriam existir apenas negócios de restauração.

Concordamos com uma Baixa mais amiga dos peões, mais bonita e com mais espaço público. Mas uma Baixa sem lojas não é uma Baixa vibrante. E se queremos que a transformação funcione, devemos garantir simultaneamente acessibilidade, comércio e hospitalidade.

Talvez não se apercebam que comprar roupa exige s**os e um carro por perto para transportar as compras. O equivalente a um s**o de compras na indústria da hotelaria é o estômago.

Não queremos que o bairro da Baixa se torne apenas num "pólo gastronómico".

O setor da hotelaria e restauração é importante e deverá crescer, mas não pode substituir o comércio.

Uma cidade necessita de uma combinação de:
comércio;
restaurantes;
serviços;
moradores;
cultura;
turismo;
lazer.

Se as lojas desaparecerem, diminui um dos principais motivos que leva os moradores a frequentar o bairro da Baixa.

E isso cria um ciclo vicioso:

menos comércio → menos residentes visitam o bairro → menos atrativo → menos comércio → mais lojas vazias → mais restaurantes como única alternativa.

Queremos que seja fácil chegar à Baixa.
Porque alguém que vai às compras, especialmente uma mulher na casa dos 50, 60 ou 70 anos, pode muito bem preferir:

Carro → estacionar relativamente perto → caminhar 100-300 metros → fazer compras → tomar um café → continuar a fazer compras.

Se a primeira parte do percurso for muito difícil, essa pessoa pode optar por outro destino de compras.

E isto é especialmente perigoso porque Coimbra já tem alternativas periféricas com estacionamento e uma concentração de lojas, como o Shopping Alma e o Fórum.

Portanto, o problema não é as pessoas não se conseguirem deslocar pelo bairro da Baixa.

O problema é que chegar à Baixa não deveria ser excessivamente difícil.

O metrobus não chega a muitas zonas de Coimbra.

Conduzir até uma paragem de metrobus é uma opção, mas ninguém gosta de fazer transbordos quando se desloca de um lugar para outro.

Se as pessoas tiverem dificuldade em lá chegar, simplesmente deixarão de ir à Baixa.

PROPOSTA PARA A REVITALIZAÇÃO DO COMÉRCIO DA BAIXA DE COIMBRA .

Carta de uma comerciante da Baixa para à Câmara Municipal de Coimbra
A/C do Senhor Presidente da Câmara Municipal
Assunto: Acessibilidade, comércio e futuro da Baixa de Coimbra
Exma. Senhora Presidente,

Como comerciante da Baixa de Coimbra, partilhamos o objetivo de construir uma Baixa mais atrativa, mais sustentável, mais acessível e com melhores condições para quem nela vive, trabalha, visita e circula.

Não somos contra a valorização do espaço público, nem contra a melhoria das condições para os peões e para os transportes públicos.

Pelo contrário.
Acreditamos que uma Baixa mais agradável e humanizada pode ser uma excelente oportunidade para Coimbra.

Mas entendemos que esta transformação deve ter uma preocupação central:

Uma Baixa viva não pode ser apenas uma Baixa onde se come. Tem de ser uma Baixa onde se vive, se trabalha, se compra, se passeia e se permanece.

1. O comércio tem de continuar a ser uma prioridade.

A própria Câmara Municipal reconhece que o comércio desempenhou historicamente um papel estruturante na Baixa e que esta zona perdeu dinamismo com o aparecimento das grandes superfícies comerciais.

Reconhece também que existem atualmente mais de 800 estabelecimentos na Baixa e mais de 100 espaços comerciais disponíveis, que importa voltar a ocupar com atividades capazes de atrair novos públicos.

Por outro lado, o diagnóstico realizado no âmbito do projeto Coimbra identificou 152 estabelecimentos de vestuário, calçado e acessórios e 193 estabelecimentos de hotelaria/restauração.

Estes números mostram a importância da restauração, mas mostram também algo que não deve ser ignorado:

O comércio de rua continua a ser uma componente fundamental da identidade económica da Baixa.
Não devemos assistir passivamente à substituição progressiva do comércio diversificado por uma Baixa cada vez mais dependente da restauração e do turismo.

2. Os sinais de alerta estão a aparecer.

Os comerciantes sentem diariamente as dificuldades que atravessam o comércio tradicional.

E os sinais são visíveis.

Despois de 21 anos, Gang of Four, situada na Rua Visconde da Luz, encontra-se atualmente em processo de liquidação por encerramento.
Não pretendemos afirmar que este encerramento tenha uma única causa.

Mas quando uma loja encerra, sobretudo numa das principais artérias comerciais da Baixa, devemos olhar para esse facto como mais um sinal de alerta sobre a sustentabilidade do comércio de rua.

A questão que devemos colocar não é apenas:

"Como ocupar a loja que vai ficar vazia?"
Devemos perguntar:
"Como evitar que outras lojas venham a seguir o mesmo caminho?"

3. A acessibilidade será decisiva.

A entrada em funcionamento do Metrobus vai alterar profundamente a circulação no centro de Coimbra.

A partir de 10 de setembro, a Rua da Sofia e a Avenida Sesnando Davides deverão passar a ter trânsito condicionado a transportes públicos e veículos autorizados. O acesso de comerciantes, residentes e outros veículos autorizados será mantido através de um sistema de controlo.

Compreendemos os objetivos desta alteração.
No entanto, existe uma questão que consideramos fundamental:

Como garantir que o cliente continua a conseguir chegar facilmente à Baixa?

Porque existe uma diferença entre:
reduzir o tráfego de atravessamento
e dificultar o acesso à Baixa.

São duas coisas completamente diferentes.

4. O cliente que vai às compras é diferente do turista.

Esta questão merece uma atenção especial.
Um turista pode chegar a Coimbra de comboio, autocarro ou transporte turístico e caminhar pela Baixa.

Mas uma parte importante dos clientes do comércio tradicional é constituída por residentes da cidade e da região, muitos dos quais utilizam o automóvel para se deslocarem ao centro.

Uma mulher de 60 ou 70 anos que pretende comprar roupa, experimentar várias peças, tomar um café e regressar a casa não procura apenas uma Baixa bonita.

Procura também:
facilidade de acesso + estacionamento + comércio + segurança + conforto.
Se chegar à Baixa se tornar significativamente mais difícil, existe o risco de essa cliente escolher outro destino comercial.

E Coimbra dispõe hoje de alternativas que oferecem exatamente aquilo que a Baixa tem mais dificuldade em oferecer: acesso fácil, estacionamento e concentração comercial.

5. Não devemos obrigar o comércio a escolher entre mobilidade e sobrevivência.

Por isso, a nossa proposta não é:
"Não fechem a Rua da Sofia."
A nossa proposta é muito diferente:

"Se a mobilidade da Baixa vai ser profundamente alterada, é necessário garantir simultaneamente um plano de acessibilidade comercial."

A própria Câmara desenvolveu um projeto Coimbra, com um investimento elegível de 1,236 milhões de euros, precisamente com o objetivo de revitalizar e modernizar o comércio da Baixa.

É fundamental que a política de mobilidade e a política de comércio trabalhem em conjunto.

6. Propomos oito medidas concretas:

1️⃣ Garantir acessibilidade à Baixa
Antes e depois da entrada em funcionamento das novas restrições de trânsito, deve ser avaliada a facilidade de acesso à Baixa para clientes, comerciantes e fornecedores.

2️⃣ Melhorar a informação sobre estacionamento
Quem chega de automóvel deve encontrar facilmente informação sobre:
onde estacionar;
quantos lugares estão disponíveis;
como chegar à Baixa;
qual o percurso mais rápido.
A própria estratégia Coimbra já prevê sistemas de informação sobre estacionamento em tempo real.

3️⃣ Criar uma verdadeira estratégia de "acesso comercial".
Não basta garantir o acesso legal aos comerciantes.
É necessário garantir que o cliente sabe como chegar.

4️⃣ Proteger cargas e descargas.
O comércio necessita de receber mercadorias diariamente.
Os horários e os acessos para cargas e descargas devem ser compatíveis com a realidade das pequenas empresas.

5️⃣ Medir o impacto das alterações de trânsito
Propomos que sejam acompanhados, antes e depois das alterações:
tráfego pedonal;
tráfego automóvel;
utilização dos parques de estacionamento;
número de lojas abertas;
número de lojas encerradas;
ocupação dos espaços comerciais;
e, através de dados voluntários e agregados, evolução das vendas do comércio.

6️⃣ Criar um observatório do comércio da Baixa
A Câmara, APBC e comerciantes poderiam reunir trimestralmente para analisar estes indicadores.
Se uma medida produzir efeitos negativos sobre o comércio, deve ser possível corrigi-la.

7️⃣ Promover uma Baixa comercialmente diversificada
A restauração é importante.
O turismo é importante.
Mas também são importantes:
moda, comércio especializado, serviços, cultura, artesanato, comércio tradicional e lojas-âncora.
Uma Baixa diversificada é mais resistente e mais atrativa.

8️⃣ Transformar Visconde da Luz num eixo comercial de referência.
A Rua Visconde da Luz tem condições para ser uma das grandes referências comerciais de Coimbra.

Propomos uma estratégia específica para esta rua, envolvendo comerciantes, proprietários e Câmara Municipal, com:

animação comercial;
eventos;
decoração urbana;
campanhas conjuntas;
comunicação digital;
atração de novas lojas;
e promoção específica junto da população de Coimbra e da região.

O comércio pode crescer — e há exemplos concretos.

Gostaríamos de deixar uma mensagem particularmente importante.

Não estamos a dizer que o comércio da Baixa não tem futuro.
Pelo contrário.
Tem futuro, desde que sejam criadas as condições adequadas.

Uma pequena loja de moda feminina da Rua Visconde da Luz, por exemplo, registou entre janeiro e agosto de 2026 um crescimento de aproximadamente 20% das vendas relativamente ao mesmo período de 2025.

Isto demonstra que o consumidor continua disposto a comprar no comércio tradicional quando encontra uma oferta diferenciada, um serviço personalizado e uma experiência que não encontra facilmente nas grandes superfícies ou na internet.

Mas demonstra também que o comércio é sensível às condições de acessibilidade e ao movimento existente na Baixa.

Em agosto de 2026, num período em que os operadores turísticos de Coimbra sinalizaram uma menor afluência, esta mesma loja registou uma redução de 16% das vendas relativamente a agosto de 2025.

Não queremos parar a transformação. Queremos que ela funcione.
Esta é talvez a mensagem mais importante desta proposta.
Os comerciantes não querem uma Baixa parada no passado.
Queremos uma Baixa moderna.
Queremos mais peões.
Queremos melhores transportes públicos.
Queremos melhor espaço público.
Queremos turismo.
Queremos restauração.
Mas queremos também lojas.

Porque sem comércio, a Baixa corre o risco de perder uma parte essencial da sua identidade.
E existe um perigo que devemos evitar:

Uma Baixa com cada vez mais restaurantes, mas com cada vez menos lojas, pode ter mais pessoas nas esplanadas e, simultaneamente, perder a sua função de centro comercial da cidade.

Isso seria uma perda para os comerciantes, mas também para Coimbra.

A nossa proposta final:
Propomos, por isso, que a Câmara Municipal de Coimbra, em conjunto com os comerciantes e as suas associações representativas, estabeleça um compromisso:
"Uma Baixa acessível, diversificada e economicamente sustentável."

Uma Baixa onde:
se possa caminhar,
se possa utilizar transportes públicos,
se possa chegar de automóvel,
se possa estacionar,
se possa comprar,
se possa comer,
se possa trabalhar,
e se possa viver.

Porque:
"Uma Baixa viva não é uma Baixa com mais movimento. É uma Baixa onde esse movimento se transforma em vida económica, social e urbana."

Estamos disponíveis para reunir com a Câmara Municipal, APBC e restantes entidades envolvidas para apresentar esta proposta e colaborar na definição de indicadores que permitam avaliar objetivamente o impacto das alterações de mobilidade sobre o comércio.

Com os melhores cumprimentos,
Ana Monteiro / Pratas & Araujo Unipessoal Lda.
Comerciante da Rua Visconde da Luz / Baixa de Coimbra
Coimbra, setembro de 2026

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20/08/2026

Não é fácil manter uma loja de roupa aberta no bairro da Baixa de Coimbra.

Para o conseguir, precisei de analisar a situação minuciosamente e desenvolver um plano estratégico, financeiro e de posicionamento de mercado.

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✔️ Vender coleções limitadas.

✔️ Ter um stock mais reduzido e menos peças por modelo.

✔️ Oferecer um atendimento mais personalizado e consultoria de imagem.

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✔️ Serviço personalizado e exclusivo.

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17/08/2026

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Endereço

Rua Visconde Da Luz, 85
Coimbra
3000-414

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 19:00
Terça-feira 10:00 - 19:00
Quarta-feira 10:00 - 19:00
Quinta-feira 10:00 - 19:00
Sexta-feira 10:00 - 19:00
Sábado 10:00 - 19:00

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