05/01/2026
A Base começou comigo. Sozinha. Na minha cabeça. Sem ilusões, sem grandes expectativas de que viesse realmente a acontecer.
No início era quase como se quisesse provar algo a mim mesma. Um impulso. Um gesto mais de coragem do que de certeza.
A Base nasceu como um espaço, mas rapidamente se tornou uma extensão de mim.
Durante 8 anos foi casa, abrigo criativo, ponto de encontro. Um lugar onde se trabalhou, se cresceu, se duvidou e se sonhou. Onde se criaram laços, rotinas, silêncios bons e conversas que ficaram para a vida.
Sem querer, a Base tornou-se muito. Tornou-se grande. Porque nunca foi só um lugar — foi feita de pessoas.
Em fevereiro a Base fecha as portas. Dizer isto custa. Porque não se fecha um lugar assim sem fechar também um pedaço de nós.
Levo daqui muito mais do que projetos feitos. Levo pessoas. Pessoas importantes, reais, que ficam para a vida. E isso é, talvez, a maior conquista de todas.
A Base cumpriu o seu tempo.�E eu sigo, com o coração cheio,�grata por tudo o que aqui foi vivido.