10/10/2024
😔😔😔
FIM DA SEGUNDA TEMPORADA
Serão longos dois anos, que mais parecerão eras das Árvores no coração dos fãs, até a próxima temporada, mas teremos muito o que comentar, e especular, até lá.
É inegável que a segunda temporada veio para colocar a linha do tempo finalmente em ação de maneira mais concreta e com consequências notáveis para o desenrolar da história. Todo mundo já está mais careca do que o Gollum de saber dos arranjos temporais, das compressões e supressões na escassa linha do tempo da Segunda Era, então vamos ao que foi mostrado ao longo desses 8 episódios:
1) A narrativa enfim decolou: se a primeira temporada foi arrastada, com longas cenas que pareciam levar do nada ao lugar nenhum, agora as coisas andaram de vez. Vimos MUITA coisa acontecer, mas sem parecer ponte aérea de novela da Globo dos anos 2000. A passagem do tempo e as jornadas de cada núcleo foram bem sentidas, mesmo em poucos episódios. Sem correria desenfreada, mas sem alongar demais.
2) O tabuleiro está posto, as peças se movem: De Halbrand a Annatar, até a forja dos Anéis, a batalha de Eregion, embate Fiéis x Homens do Rei, a revelação (ou confirmação, né) do Estranho e ao clímax com as consequências drásticas de Sauron finalmente se assumindo abertamente. Tanto em tão poucos episódios, mas deixando aquele cliffhanger GOXTOSO para a próxima temporada.
3) Fanservice, sim, porque somos fãs e queremos service: quantos easter-eggs, né? O famoso fanservice que é bom e a gente gosta esteve muito presente nessa temporada, mas isso vale um post por si só 😉 mas quem não gostou daquele balrog nostálgico é maluco!
4) Essência de Tolkien: essa é a hora que alguns de vocês me xingam – pois é a hora que eu digo que foi uma temporada com mais presença da essência de Tolkien (“AiN AdMiN MaS e AqUeLa CeNa dE bEiJo lÁ?”). CALMA! Explico: o grande FOCO dessa temporada foi em Annatar/Sauron e em mostrar como o Senhor dos Presentes causou o início de uma grande ruína, que devastaria raças, povos e terras, SÓ NA LÁBIA E NA MANIPULAÇÃO. Fazendo um paralelo rápido, vocês também estão mais carecas que o Elrond do Hugo Weaving de saber que a obra de Tolkien é fundamentada no cristianismo e QUEM É SATANÁS? O PAI DA MENTIRA! Então é natural assimilar a capacidade amplificada de Sauron, sendo um preposto de Morgoth, a entidade mais próxima da maldade pura, de se disfarçar e enganar até mesmo os seres mais poderosos e sábios da Terra-Média. Morgoth usava o terror, a tortura e a força para subjugar a todos, mas Sauron se infiltra, conquista mentes e corações em seu favor e, só então, se revela em seus propósitos maléficos.
E é assim que terminamos a segunda temporada: em clima de tensão e com os principais arcos e tramas definidos, tudo pronto para efervescer ainda mais na próxima temporada, que ainda não foi confirmada, mas a gente também tá mais careca que um orque de saber que a Amazon faz boquinha de siri sobre tudo que envolve a série.
Então, haters, podem chorar o Belegaer inteiro (se vocês souberem o que é) e, fãs, controlem a emoção, porque ainda vamos falar MUITO de Anéis de Poder!