07/06/2026
A Matilde veio à loja à procura do vestido ideal para celebrar o seu Baile de Finalistas. Quando olhei para ela, fui direta a uma cor que não estava, de todo, nos planos iniciais dela.
Terracota. 🧡
Uma cor menos comum. Menos previsível. Longe do azul ou do preto que habitualmente dominam estas festas.
Ela vestiu-o. Olhou-se ao espelho. O corte do corpete assentava que parecia desenhado no corpo, a racha dava-lhe o movimento perfeito e a cor... bem, a cor destacava a energia dela de uma forma maravilhosa.
A Matilde gostou do que viu. Sorriu. Sentiu-se linda.
Mas por ser uma cor invulgar, ela decidiu pedir opiniões. Enviou fotografias. E bastou que algumas pessoas dissessem que não gostavam (que era uma cor "estranha") para que aquela certeza inicial se transformasse instantaneamente em insegurança.
E a verdade é que isto não é sobre a Matilde. É sobre todas nós.
Nem sempre escolhemos aquilo que mais gostamos.
Muitas vezes, escolhemos aquilo que nos faz sentir menos expostas.
Aquilo que já conhecemos.
Aquilo que já vimos noutras pessoas.
Aquilo que sabemos que dificilmente será questionado ou julgado por alguém.
Procuramos a segurança do óbvio porque o julgamento alheio assusta.
Confundimos o que é diferente ou ousado com o que "não é para nós". Quando, na verdade, aquilo que mais nos eleva e valoriza é precisamente aquilo que nos tira do piloto automático.
A confiança não nasce quando tentamos passar despercebidas numa multidão de escolhas iguais. Nasce quando temos a coragem de assumir o nosso espaço. Quando sustentamos o nosso próprio gosto, mesmo quando ele não agrada a toda a gente.
O "estranho", para os outros, é quase sempre apenas o que foge ao padrão a que eles se habituaram.
E o resultado... bem, o resultado salta à vista 😍 E é maravilhoso. ✨
Se chegou até aqui, partilhe connosco nos comentários: qual foi a última vez que teve a coragem de arriscar numa escolha e ignorar a opinião dos outros?